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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 272

Luana estacionou o carro e entrou em casa.

Além do paletó jogado no sofá, provando que Sabrino realmente estivera ali, a casa estava vazia.

Em nenhum dos cômodos havia sinal de sua presença.

Após sua higiene noturna, talvez pelo cansaço excessivo, Luana adormeceu assim que seu corpo tocou o colchão.

Dormiu um sono profundo, sem sonhos.

Ao acordar, Sabrino continuava desaparecido.

Ela preparou o café da manhã.

A porta da frente se abriu.

Sabrino entrou, trazendo consigo o ar gélido da rua.

— Fez hora extra ontem à noite?

Perguntou Luana.

Sabrino soltou um 'hum' baixo e indiferente.

Ele se curvou para trocar os sapatos.

Ao erguer a cabeça e observar Luana caminhando para a cozinha, o vinco entre suas sobrancelhas se aprofundou.

Seus olhos denunciavam exaustão.

Ele bocejou, levando a manga da camisa ao nariz.

Sentiu o leve odor de álcool impregnado no tecido.

Subiu as escadas com passos retos e decididos.

Despiu a camisa e o terno com cheiro de bebida.

Jogou tudo, sem cerimônia, dentro da máquina de lavar.

Entrou no banheiro para um banho frio.

Pouco depois, saiu revigorado.

Sabrino vestiu roupas limpas, parecendo renovado, e desceu as escadas abotoando os punhos da camisa.

Seus passos eram firmes e leves.

Luana já havia servido o café na mesa.

Sabrino sentou-se, observando os pratos à sua frente.

Era tudo exatamente do seu gosto.

— Luana, você é boa demais para mim.

Os olhos de Luana se curvaram em um sorriso.

Ela colocou um ovo frito no prato de Sabrino.

— Coma logo.

— Depois de comer, você precisa ir para a empresa.

— Hoje ainda temos alguns contratos menores para fechar.

— Assim que estiverem assinados, podemos iniciar as operações.

— Hum.

Sabrino baixou a cabeça, comendo enquanto lia o jornal matinal.

— Ontem à noite, você foi mesmo assinar contrato com o cliente?

Perguntou Sabrino, com um tom casual, mas perigoso.

— Sim, fui!

Luana não queria revelar que havia se encontrado com Sebastião.

Muito menos que o motivo era ver seu filho.

Ela omitia a verdade porque não queria lidar com o ciúme dele.

O ciúme de Sabrino era sufocante.

No exterior, ele frequentemente tinha crises de possessividade.

Até mesmo quando ela pedia informações a um estranho na rua, ele se enfurecia.

Para provar que não estava mentindo, Luana acrescentou deliberadamente:

Já era hora do almoço.

Lembrou-se de que, no dia anterior, àquela mesma hora, o pequeno Plínio ligara convidando-a para almoçar.

Hoje, ela estava sozinha, cercada pelo silêncio.

Ao pensar no rosto de Sílvio, a imagem se formou naturalmente em sua mente.

Ela começou a tentar desenhar os traços da criança em sua imaginação.

Será que ele se parecia com ela?

Ou com Sebastião?

Talvez com nenhum dos dois.

Mas essa probabilidade era ínfima.

Afinal, era o filho dela com Sebastião.

A saudade de Sílvio tornou-se uma névoa densa e sufocante.

Seu olhar caiu sobre o celular.

Após hesitar por um longo momento, não resistiu.

Pegou o aparelho e discou o número de Camila.

O telefone tocou por vários segundos antes de ser atendido.

Como ninguém falou do outro lado, Camila soou impaciente:

— Alô? Quem é?

Luana travou, sem saber como começar.

Deveria chamá-la de Dona Camila?

Ou seguir a hierarquia de Sabrino e chamá-la de tia?

E se a chamasse de tia, como pediria para ver a criança?

Afinal, sua identidade atual era a nora da família Barbosa.

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