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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 271

— Estar comigo é viver no escuro. Estar com Sabrino é estar como peixe na água, na primavera, certo?

— Sim.

Mais um "sim" fez Sebastião perder a razão completamente.

A mão que segurava o queixo de Luana apertou com mais violência.

A dor fez as feições de Luana se contraírem, mas ela não gritou.

Ela apenas o olhou com aqueles olhos límpidos.

O ódio no olhar dela era tão evidente, sem nenhum disfarce.

Sebastião ficou chocado com aquele olhar.

De repente, ele soltou a força dos dedos.

No lugar onde ele havia segurado, marcas vermelhas se destacavam na pele branca, visíveis mesmo na penumbra.

A garganta dele se fechou, incapaz de pronunciar uma única palavra.

A mão caiu sem força ao lado do corpo, tremendo incontrolavelmente, até se fechar num punho.

Ele abriu a porta do carro.

Ao descer, bateu a porta com uma força assustadora, fazendo o corpo de Luana estremecer.

Assim que Sebastião desceu, Luana pisou no acelerador e o carro disparou para dentro do condomínio.

Sebastião ficou parado na beira da estrada, com uma expressão indecifrável.

Depois de fumar quase um maço inteiro de cigarros, olhou com relutância para a direção do apartamento e acenou para um táxi.

O carro partiu cantando pneus.

O destino não era a Mansão Mendes.

Era o Clube Nove Céus.

João viu que Sebastião havia voltado e que sua expressão estava péssima; rapidamente sinalizou para Glaucia ir consolá-lo.

Glaucia trouxe uma taça de vinho, mas Sebastião deu um tapa na mão dela, derrubando a bebida.

O vinho molhou a roupa dela, e Glaucia gritou.

O grito da mulher atraiu a atenção de todos os homens e mulheres no camarote.

Hélder, abraçado a uma bela mulher, aproximou-se, mas vendo a face tempestuosa de Sebastião, não ousou dizer nada.

João xingou Glaucia:

— Não consegue nem segurar uma taça? Suma daqui.

Glaucia, sendo xingada, fez um bico contrariado e saiu batendo o pé.

Depois que Glaucia foi enxotada, nenhuma outra mulher ousou se aproximar de Sebastião.

Eles eram frequentadores assíduos do Clube Nove Céus.

— Ninguém vai procurá-la.

Sebastião avisou com voz ríspida, a aura assassina transbordando.

— Ninguém interfere nos meus assuntos com ela.

João perguntou:

— O que ela queria com você hoje à noite?

Sebastião ficou em silêncio por um longo tempo antes de responder:

— Ela quer ver a criança.

— Porra.

João praguejou, incapaz de conter o palavrão:

— Cinco anos atrás, ela não quis a criança. Agora tem a cara de pau de voltar?

O importante era: ela só queria a criança, não o pai da criança.

Como o coração de Sebastião poderia estar em paz?

Aquela mulher, Luana, provavelmente estava planejando pegar a criança e fugir com o amante para viverem felizes para sempre.

João suspirou; seu amigo Sebastião tinha um destino miserável.

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