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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 270

A atitude de Luana, assustada como um pássaro ferido, incomodou Sebastião profundamente, como se ele fosse uma praga.

— Olhe para você, eu não tenho nenhuma doença contagiosa — resmungou ele, insatisfeito.

— Não disse que ia me levar? Se dirigir até o Vila Baía Azul, eu terei que voltar de táxi.

Que lógica tortuosa.

Sem conseguir contrariar Sebastião, Luana apenas obedeceu.

Por causa do álcool, a cabeça de Sebastião estava um pouco tonta.

Ele encostou-se no banco, fechando os olhos para descansar, e de repente lembrou-se do que João dissera a Luana.

Aquelas palavras de João faziam parecer que ele realmente tinha algo com a tal Glaucia.

Ele abriu os lábios:

— Não acredite no que o João diz. Eu...

Luana o interrompeu antes que ele terminasse:

— Eu sei. Ele nunca fala sério, não vou levar a peito.

Luana pensou: João disse que os cabelos de Sebastião ficaram brancos por causa dela.

Ele pediu para não entender mal as palavras de João.

Ela naturalmente não entenderia mal.

Ela não seria presunçosa; os cabelos de Sebastião ficaram brancos por causa de Vanessa.

Essa culpa ela não carregaria.

Para Luana, João era apenas um lunático.

O Bentley chegou rapidamente ao condomínio Vila Baía Azul.

Luana parou o carro.

Sebastião abriu os olhos, olhou para fora e viu o condomínio silencioso sob a noite.

Ele virou o rosto lentamente, o olhar queimando sobre Luana:

— Sabrino está aí?

— Sim, saiu do trabalho cedo.

Ao pensar que Luana voltaria para uma casa onde Sabrino estava, que ela entraria e o beijaria, talvez rolassem na cama depois do banho, o peito de Sebastião doeu violentamente.

Ele agarrou a mão de Luana com uma força repentina e brutal:

— Luana, você e ele são realmente marido e mulher?

Essa pergunta estava entalada na garganta de Sebastião há muito tempo.

Uma dor aguda atingiu o pulso de Luana, e ela exclamou:

— Sebastião, você está me machucando.

Como ele não sabia disso?

Na memória dele, ela sempre foi fria e distante.

Até quando ele implorou para vê-la fora da prisão, ela recusou impiedosamente.

E no final, usou a morte para encerrar a relação entre eles.

E voou como uma mariposa para os braços de Sabrino.

— Aquele acidente de carro, a falsa morte... foi tudo uma encenação sua e do Sabrino para me enganar. Posso entender assim?

Sebastião perguntou, com o coração em pedaços.

A pergunta de Sebastião foi como um martelo pesado atingindo o peito de Luana, partindo seu coração.

A dor contínua foi engolida à força.

— Sim.

Ela pronunciou cada sílaba com clareza cortante:

— Estar com você era doloroso demais.

— Então, eu tive que procurar outra pessoa em quem pudesse me apoiar.

— Caso contrário, como eu viveria o resto da minha vida? Continuaria vivendo no escuro com você?

Os olhos de Sebastião ficaram ainda mais vermelhos, e ele soltou um riso de escárnio:

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