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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 269

No momento em que Luana ligou para ele, ele já queria ter dito aquilo.

Mas conteve-se, apenas porque não queria ferir o coração dela.

— Você...

Luana cerrou os dentes, os olhos avermelhados, o corpo tremendo de indignação.

A porta do camarote VIP se abriu e a cabeça de João apareceu, espiando o corredor.

Num único olhar, João percebeu a atmosfera tensa e sutil entre os dois.

Ele empurrou a porta e saiu.

— Cunhada, o que houve dessa vez?

Luana não quis olhar para João e virou o rosto.

João não se importou com a frieza dela e disse a Sebastião:

— Sebastião, Glaucia ainda está esperando você para o brinde cruzado.

Sebastião olhou para ele com calma.

Embora os olhos de Sebastião não demonstrassem emoção, João sentiu um calafrio percorrer sua espinha e levantou as mãos em rendição:

— Certo, eu vou beber com ela.

João, talvez de propósito, resmungou enquanto voltava, alto o suficiente para ser ouvido:

— Aquela mulher é oferecida demais, não viu que o homem já está com a bela em seus braços?

Chegando à porta, João voltou novamente.

Ele parou deliberadamente na frente de Luana.

Quando Luana virou o rosto para a direita, ele foi para a direita:

— Cunhada, na verdade, você entendeu mal meu irmão.

— Ele pensou em você o tempo todo. Nesses cinco anos, a vida dele foi um inferno.

— Olhe para ele, os cabelos ficaram brancos precocemente. Eu e Hélder admiramos a devoção dele!

Luana olhou para Sebastião pelo canto do olho.

Por acaso, Sebastião também estava olhando para ela.

Os olhares se cruzaram, o coração de Luana apertou, e ela desviou os olhos rapidamente.

Sebastião rugiu impaciente para João:

— Boca grande. Suma daqui logo.

João umedeceu os lábios e voltou rapidamente para dentro do camarote.

Sebastião sabia que João queria bancar o mediador.

Mas havia problemas demais entre ele e Luana; algumas palavras não bastariam para apagar os mal-entendidos.

A atmosfera, que antes era de guerra, dissipou-se um pouco com a intromissão de João.

Ela viera correndo, desesperada para ver o filho e aproveitando que Sebastião aceitara conversar.

Uma brisa fresca soprou, trazendo o cheiro de álcool de Sebastião.

Luana cobriu o nariz:

— Você bebeu, não pode dirigir. Eu te levo.

Sem hesitar, Sebastião assentiu.

Sentado no banco do passageiro do Bentley de Luana, Sebastião sentiu uma onda inesperada de felicidade.

Afinal, foram casados; Luana ainda tinha algum cuidado por ele.

Mas a felicidade de Sebastião durou pouco.

No meio do caminho, Luana perguntou:

— Te levo para onde?

Sebastião pensou um pouco e respondeu:

— Vamos primeiro ao Vila Baía Azul.

Um som agudo de freios cantou, e o carro quase bateu no veículo da frente.

Luana, ignorando o susto da quase colisão, perguntou a Sebastião:

— O que você vai fazer no Vila Baía Azul?

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