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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 262

Camila, incapaz de encontrar Sílvio em lugar algum, chorava de desespero e não teve outra escolha senão ligar para Sebastião.

Ao saber que o filho havia desaparecido, Sebastião massageou as têmporas latejantes, esmagou o cigarro no cinzeiro, pegou o paletó e saiu do edifício do Grupo Mendes.

Enquanto dirigia, Sebastião tentava ligar para Plínio.

Mas a linha de Plínio estava ocupada.

Do outro lado, Plínio estava na cama, envolto em lençóis com uma mulher, quando ouviu o celular tocar; a tela já havia escurecido, mas ao iluminá-la novamente, seus olhos captaram um número desconhecido e, logo depois, o final 888 — o número de Sebastião.

Plínio teve um sobressalto, afastou as mãos macias e sem ossos da mulher que o envolviam pela cintura, vestiu a camisa, pegou o casaco e saiu apressado do hotel.

Vendo um número desconhecido piscar na tela, Luana, temendo perder a ligação de Plínio, saiu rapidamente do aplicativo de jogo e atendeu:

— Alô.

— Vim buscar a criança, ele está na sua casa?

— Sim.

Luana enviou seu endereço para Plínio.

Pouco depois, Plínio ligou novamente, avisando que já estava lá embaixo e pedindo que Luana descesse com o menino.

Luana pegou a criança no colo, com certa dificuldade, e assim que desceu, viu Plínio encostado em seu carro esportivo.

Plínio pegou a criança, murmurou um "obrigado" para Luana e, antes que ela pudesse dizer qualquer outra palavra, ele arrancou com o carro.

Plínio estacionou e carregou Sílvio, que dormia profundamente, direto para a Mansão Mendes.

Camila, que andava em círculos de tanta ansiedade, viu Plínio entrar com a criança e correu até ele, erguendo a mão para desferir um tapa estalado no rosto dele:

— Raptar o Sílvio repetidas vezes... o que você pensa que está fazendo?

O ódio de Camila por Regina e seu filho permanecia inalterado.

Plínio pressionou a língua contra a bochecha interna, soltou um riso leve e cínico, e um brilho sombrio cruzou seu olhar tranquilo.

Suzana correu para tirar a criança dos braços dele e examinou Sílvio; ao ver que ele estava ileso, Camila finalmente respirou aliviada.

Nesse momento, ouviu-se o som de um motor lá fora e, em instantes, a figura alta e imponente de Sebastião entrou.

Ele lançou um olhar para o filho nos braços de Suzana e, em seguida, fixou seus olhos em Plínio, franzindo as sobrancelhas com força:

Plínio quebrou o silêncio:

— Eu também amo o Sílvio, mas ele gostou demais da minha namorada, então insistiu para que eu o levasse para vê-la.

Sebastião soltou a fumaça, que o envolveu em uma névoa azulada, tornando sua figura misteriosa e friamente arrogante.

Ele encarou Plínio e riu com desdém:

— Não deixe Sílvio ver mulheres impuras; se ele for corrompido, não será só minha mãe, você terá que se ver comigo.

Ao ouvir isso, Plínio riu também:

— Minha mulher é puríssima, não existe ninguém mais limpa do que ela; quem sabe um dia eu a apresente a você, talvez você goste muito dela.

Não querendo ouvir as loucuras de Plínio, Sebastião esmagou o cigarro no cinzeiro e subiu as escadas.

Plínio olhou para a direção do andar de cima e saiu da Mansão Mendes a passos largos.

Quando Sebastião subiu, Sílvio já havia acordado.

Ao abrir os olhos e ver a expressão sombria do pai, lembrando-se de que passara o dia todo com Plínio, o pequeno coração do menino disparou de medo.

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