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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 261

— Como você conseguiu meu número?

— Não foi você que me deu?

Uma grande interrogação surgiu na testa de Sílvio.

Luana entendeu que era obra de Plínio e não insistiu.

Segurou a mão macia da criança.

Observou silenciosamente o líquido pingar, gota a gota, para dentro do corpo dele.

Plínio sumiu e não voltou mais.

Luana não tinha o contato dele.

Quando o soro de Sílvio acabou, já era tarde.

Luana levou a criança para fora do hospital e perguntou:

— Quer que eu te leve para casa?

O menino piscou os olhos longamente, encarando-a.

— Quero ir para a sua casa. Posso, Luana?

Sílvio recusou-se a dar seu endereço.

Sem opção, Luana o levou para o condomínio Vila Baía Azul.

Mal entraram, Benito ligou.

— Srta. Luana, por que não está no escritório? Preciso falar com você.

Na verdade, não era Benito quem precisava.

Sebastião estava parado em seu escritório, olhando fixamente para a sala vazia dela.

Havia muito tempo que ele não se movia.

Benito sabia que o chefe procurava por ela.

Ele precisava descobrir onde ela estava.

— Tive um imprevisto e vim para casa, Benito.

— Se não for urgente, falamos amanhã. Pode ser?

Com a resposta em mãos, Benito relaxou:

— Claro.

Benito informou a Sebastião que a Srta. Luana tinha ido para casa.

Uma sombra de decepção cruzou o rosto bonito e severo de Sebastião.

— Luana, sua casa é gigante!

Sílvio olhava a mansão através da janela, admirando a vista.

Gritava, excitado.

Luana serviu um copo de água morna para ele.

— Beba bastante água, vai te ajudar a melhorar logo, Sílvio.

— Tá bom!

Sílvio obedeceu prontamente.

Em segundos, esvaziou o copo.

Seus olhos brilhavam com um riso cristalino.

Checou o relógio e olhou para a escuridão lá fora.

Já era noite fechada.

E Plínio não ligava.

Luana sabia que Plínio tinha o número dela; caso contrário, Sílvio não teria ligado.

Sabrino chegou em casa.

Ao ver a criança dormindo no sofá, franziu a testa.

— De quem é esse menino?

— Do Plínio.

O vinco na testa de Sabrino aprofundou-se:

— Plínio não é casado.

— De onde saiu essa criança?

— Pessoas solteiras têm filhos o tempo todo, homens e mulheres.

Sabrino pensou por um instante.

A lógica de Luana era irrefutável.

Ele não questionou mais.

— Pedi comida, logo entregam.

— Vou tomar um banho primeiro.

Dito isso, Sabrino caminhou para o banheiro, indiferente à presença estranha em sua sala.

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