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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 253

Benito entendia perfeitamente o coração de Sebastião.

Ele sentia pena do CHEFE!

Mas, na frente de Luana, Benito não ousava falar demais.

Ele ainda queria manter seu emprego bem remunerado no Grupo Mendes.

Luana percebeu que a expressão de Benito estava estranha.

Franziu a testa e perguntou:

— Como o Sr. Sebastião sofreu esse acidente?

Ao mencionar isso, Benito sentiu uma vontade incontrolável de desabafar.

— Não foi ontem à noite...

Benito parou após algumas palavras.

Ficou em silêncio por um momento, hesitando antes de dizer:

— Ontem, voltando às pressas do exterior, o Sr. Sebastião dirigiu apressado para a casa da família Barbosa.

— Disseram que havia uma reunião familiar.

— Por volta das dez da noite, ele me ligou dizendo que tinha sofrido um acidente.

— Quando cheguei lá, vi a testa dele coberta de sangue.

— Como ele tinha bebido, acabou batendo.

— Felizmente, não atropelou ninguém.

— Apenas destruiu uma grande parte da cerca branca fora do condomínio Vila Baía Azul...

Todos diziam que o Sr. Sebastião era um louco.

Julgando pelo acidente, parecia ter sido intencional.

Claro, Benito jamais diria isso em voz alta.

Luana pensou.

Ontem à noite, por volta das dez, foi exatamente a hora em que ela dirigiu de volta para o Vila Baía Azul.

Sebastião a alcançou, jogou-a dentro do carro dele e, poucos minutos depois, partiu furioso.

As palavras de Benito foram sutis, mas óbvias.

O local do acidente de Sebastião foi do lado de fora do Vila Baía Azul.

Não era de se admirar.

Hoje de manhã, ao sair para trabalhar, ela viu a cerca branca destruída.

A polícia de trânsito havia colocado cones, isolando a área para reparos.

— Ele se machucou muito?

Perguntou Luana.

Benito suspirou e respondeu:

— O médico disse que houve uma leve concussão.

— Pediram para o Sr. Sebastião ficar em observação por dois dias.

— Parece que também quebrou duas costelas.

— Se é assim, Benito, é melhor você convencê-lo a voltar para o hospital.

— Eu volto daqui a dois dias para falar sobre a parceria.

Independentemente de qualquer coisa, mesmo sendo estranhos agora, Luana não queria colocar ninguém em uma situação difícil.

Benito fez uma cara de impotência.

Quando ela entrou, o paletó de Sebastião já havia sido jogado no sofá.

Ele estava sentado em sua cadeira executiva.

Com as longas pernas cruzadas, ele estava de uma beleza devastadora.

Ao vê-la entrar, apertou o interfone:

— Dália, duas águas com limão.

— Srta. Luana, sente-se.

Um tom completamente protocolar.

Assim que Luana se sentou, a secretária trouxe as bebidas.

Uma foi colocada diante de Sebastião, a outra foi dada a ela.

A questão era que ela nunca gostou de água com limão.

Antigamente, ela mentia dizendo que gostava porque ele gostava.

Ela sempre manteve o mesmo paladar que ele, fosse na comida ou em qualquer outra coisa.

Sebastião tomou um gole da água com limão.

Seu olhar recaiu sobre os documentos nos braços dela.

Seus lábios finos se curvaram levemente:

— Mostre-me a força do seu Grupo Amizade.

De repente, Sebastião sentiu que detestava o nome "Grupo Amizade".

Era como um espinho cravado em seu coração.

Bastava um toque para fazê-lo sangrar.

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