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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 254

Luana começou a falar com eloquência.

Ao terminar, colocou os documentos diante de Sebastião, mantendo o tom profissional:

— Por favor, Sr. Sebastião, dê uma olhada.

Os olhos baixos de Sebastião pousaram exatamente sobre os dedos finos dela, que repousavam sobre o arquivo.

Lembrou-se daquelas mãos acariciando seu peito.

Especialmente na noite anterior à ida dela para a prisão.

O fogo dela...

A cena íntima e envolvente ressurgiu em sua mente.

Um calor repentino tomou conta de seu baixo ventre.

A maçã de adão de Sebastião oscilou.

Ele reprimiu a agitação.

Ao abrir o arquivo, perguntou:

— Grupo Amizade... foi você quem escolheu o nome?

— Não, foi o Sabrino.

— Ele disse que gostava desse nome, então usamos.

Luana respondeu com sinceridade.

Sabrino... chamado com tanta intimidade.

De repente, um amargor ácido inundou o coração de Sebastião.

A sensação parecia mais ácida e amarga do que o café mais forte.

Após analisar todos os documentos, Sebastião levantou a cabeça.

Já havia escondido a desolação no fundo de seus olhos.

— Embora a força do Grupo Barbosa seja boa, em Porto Fundo, o Grupo Mendes tem muitas opções de parceiros como o Grupo Barbosa.

— Aumente a taxa de lucro em três por cento, ou nada feito.

Digno de um gênio dos negócios, o timoneiro do Grupo Mendes.

Luana ponderou por um momento e sorriu para ele:

— Vou fazer uma ligação e já lhe dou uma resposta.

Sebastião abriu as mãos, num gesto de "fique à vontade".

Luana saiu do escritório e discou rapidamente para Sabrino.

Após ouvir o relatório dela, Sabrino trincou os dentes:

— Ele sabe cortar na carne.

— O Grupo Mendes não gasta um centavo e ainda leva cinco por cento de lucro líquido.

Luana o lembrou:

— Sabrino, o Sebastião tem razão.

— Com o status atual do Grupo Mendes, ele tem muitas opções.

Luana leu, não viu problemas e assinou no final da página.

Ela devolveu o contrato para a frente de Sebastião.

Sebastião brincava com a caneta entre os dedos, a ponta demorando a tocar o papel.

Após um momento, ele disse:

— O Grupo Mendes assinou cinco projetos de uma vez com a sua empresa.

— Esses cinco projetos devem ser gerenciados inteiramente por você.

Sebastião levantou os olhos para Luana:

— Não me entenda mal, nem pense demais.

— Eu apenas não confio em outras pessoas.

A flecha já estava no arco, não havia como voltar atrás.

Luana concordou sem hesitar:

— Tudo bem.

Sebastião tragou o cigarro novamente, a fumaça o envolvendo.

Após uma pausa, virou-se e ordenou a Benito:

— Monte um escritório para a Srta. Luana aqui no Grupo Mendes.

— Qualquer problema, facilitará a comunicação.

Isso equivalia a dizer que Luana teria que vir trabalhar no Grupo Mendes todos os dias.

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