Luana começou a falar com eloquência.
Ao terminar, colocou os documentos diante de Sebastião, mantendo o tom profissional:
— Por favor, Sr. Sebastião, dê uma olhada.
Os olhos baixos de Sebastião pousaram exatamente sobre os dedos finos dela, que repousavam sobre o arquivo.
Lembrou-se daquelas mãos acariciando seu peito.
Especialmente na noite anterior à ida dela para a prisão.
O fogo dela...
A cena íntima e envolvente ressurgiu em sua mente.
Um calor repentino tomou conta de seu baixo ventre.
A maçã de adão de Sebastião oscilou.
Ele reprimiu a agitação.
Ao abrir o arquivo, perguntou:
— Grupo Amizade... foi você quem escolheu o nome?
— Não, foi o Sabrino.
— Ele disse que gostava desse nome, então usamos.
Luana respondeu com sinceridade.
Sabrino... chamado com tanta intimidade.
De repente, um amargor ácido inundou o coração de Sebastião.
A sensação parecia mais ácida e amarga do que o café mais forte.
Após analisar todos os documentos, Sebastião levantou a cabeça.
Já havia escondido a desolação no fundo de seus olhos.
— Embora a força do Grupo Barbosa seja boa, em Porto Fundo, o Grupo Mendes tem muitas opções de parceiros como o Grupo Barbosa.
— Aumente a taxa de lucro em três por cento, ou nada feito.
Digno de um gênio dos negócios, o timoneiro do Grupo Mendes.
Luana ponderou por um momento e sorriu para ele:
— Vou fazer uma ligação e já lhe dou uma resposta.
Sebastião abriu as mãos, num gesto de "fique à vontade".
Luana saiu do escritório e discou rapidamente para Sabrino.
Após ouvir o relatório dela, Sabrino trincou os dentes:
— Ele sabe cortar na carne.
— O Grupo Mendes não gasta um centavo e ainda leva cinco por cento de lucro líquido.
Luana o lembrou:
— Sabrino, o Sebastião tem razão.
— Com o status atual do Grupo Mendes, ele tem muitas opções.
Luana leu, não viu problemas e assinou no final da página.
Ela devolveu o contrato para a frente de Sebastião.
Sebastião brincava com a caneta entre os dedos, a ponta demorando a tocar o papel.
Após um momento, ele disse:
— O Grupo Mendes assinou cinco projetos de uma vez com a sua empresa.
— Esses cinco projetos devem ser gerenciados inteiramente por você.
Sebastião levantou os olhos para Luana:
— Não me entenda mal, nem pense demais.
— Eu apenas não confio em outras pessoas.
A flecha já estava no arco, não havia como voltar atrás.
Luana concordou sem hesitar:
— Tudo bem.
Sebastião tragou o cigarro novamente, a fumaça o envolvendo.
Após uma pausa, virou-se e ordenou a Benito:
— Monte um escritório para a Srta. Luana aqui no Grupo Mendes.
— Qualquer problema, facilitará a comunicação.
Isso equivalia a dizer que Luana teria que vir trabalhar no Grupo Mendes todos os dias.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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