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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 252

Luana pensou consigo mesma.

Sebastião exigiu que ela viesse pessoalmente.

Mas agora que ela estava aqui, ele continuava recusando a cooperação.

Certamente, ele ainda guardava rancor pelo que aconteceu com Vanessa Alves e queria apenas brincar com ela.

— Já que é assim, com licença.

Luana virou-se para sair.

Na cama, os olhos do homem foram subitamente tomados por uma frieza glacial.

O isqueiro em sua mão foi arremessado com violência.

Pow!

O estrondo foi tão alto que pareceu que os tímpanos de Luana iriam estourar.

Ela estancou os passos.

Girou o corpo, tremendo.

Ao ver os fragmentos do isqueiro explodido perto de seus pés, um arrepio percorreu sua espinha.

Seu rosto ficou pálido como a neve.

Por muito pouco, ela não foi ferida.

O olhar de Luana para Sebastião era como se estivesse diante de um louco.

Sebastião não suportou aquele olhar.

Ele levantou-se da cama e caminhou até a janela.

Olhou para o gramado verde impecavelmente aparado lá fora.

Passou a mão pelos cabelos prateados com irritação.

— Se quer colaborar com o Grupo Mendes, mostre sinceridade.

— Que tipo de sinceridade o Grupo Mendes deseja?

Luana já havia recomposto suas emoções nervosas, respondendo com uma dignidade fria, nem humilde nem arrogante.

De repente, Sebastião começou a tossir.

Quando a crise passou, ele disse:

— Vocês estão de olho nos recursos do Grupo Mendes.

— Mas o Grupo Mendes não distribui recursos aleatoriamente.

— Negócios são negócios.

— Todos sabem que eu, Sebastião, não misturo família com trabalho.

— Para fechar uma parceria com o Grupo Mendes, é preciso ter competência.

Ele virou o rosto.

Ao encarar Luana, havia um lampejo de fúria no fundo de seus olhos, embora sua expressão permanecesse indecifrável.

O que o corroía era o fato de ter sofrido um acidente de carro e ela não ter demonstrado nem meia palavra de preocupação.

Ela veio, de fato, apenas pelo lucro.

E sempre que Sebastião pensava que ela estava ali buscando benefícios para Sabrino, parecia que uma faca girava em seu peito.

Era tão doloroso que até respirar se tornava um tormento.

Ele queria mandá-la embora.

Mas, ao mesmo tempo, não suportava a ideia de vê-la partir.

Travou uma batalha interna e, por fim, cedeu.

Do lado de fora, Benito respondeu prontamente e correu para providenciar a documentação.

— Então eu volto outro dia...

Antes que Luana terminasse, Sebastião já havia pegado o paletó, pendurando-o no braço.

Pegou o celular da cama num movimento fluido.

— Vamos.

Dito isso, Sebastião passou por ela e saiu na frente.

Luana ficou atônita por um segundo.

Recuperando-se, correu para alcançá-lo.

— Para onde?

— Para o Grupo Mendes, discutir a cooperação.

Parecendo não querer muito papo com Luana, Sebastião caminhou a passos largos em direção à saída do hospital.

Luana observava a figura alta e imponente do homem à sua frente.

Mesmo que ele tivesse concordado em colaborar com o Grupo Barbosa, não precisava de tanta pressa!

— Srta. Luana.

Benito, tendo finalizado os trâmites, viu que o quarto estava vazio e correu atrás deles.

Ao ver Luana parada sozinha, com o olhar perdido, Benito perguntou:

— Onde está o Sr. Sebastião?

Luana apontou para frente.

— Ele disse que vai voltar para o Grupo Mendes para discutir a parceria com o Grupo Amizade.

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