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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 251

Não era generosidade de Sabrino Barbosa.

Na verdade, Lélio Barbosa havia lhe dado um ultimato.

Em cinco dias, o grande projeto do Grupo Amizade precisava ser fechado.

E para sustentar um projeto dessa magnitude, o Grupo Mendes era o parceiro ideal.

Luana Ramos observava Sabrino.

Ele parecia estar com a corda no pescoço.

Ela sabia que Lélio não havia lhe dado muito tempo.

Se o Grupo Amizade não decolasse, o Grupo Barbosa no exterior não poderia retornar.

O prejuízo seria incalculável.

Pois já haviam assinado o acordo de saída do mercado externo.

Luana assentiu, silenciosa.

Ao ver a concordância dela, Sabrino soltou o ar, aliviado.

Ele segurou a mão de Luana.

— Obrigado, Luana. Eu vou te compensar por isso.

Na noite anterior, ele havia mandado investigar.

Sebastião Mendes a perseguiu de carro até a Vila Baía Azul.

Luana entrou no carro de Sebastião.

Mas, segundos depois, desceu.

E Sebastião arrancou com o carro em alta velocidade.

Parecia furioso.

Foi por isso que Sabrino se sentiu seguro para mandá-la negociar com ele.

Luana entrou no Grupo Mendes.

A recepcionista perguntou se ela tinha hora marcada.

Luana disse que não.

A recepcionista pediu desculpas, barrando sua entrada.

Sem saída, Luana ligou para Benito.

Ao atender, Benito não reconheceu o número.

— Olá, quem fala?

— Sou eu, Luana. Benito, o Sr. Sebastião está? Preciso falar com ele sobre uma parceria.

Ao ouvir o nome de Luana, a respiração de Benito travou.

Ele cobriu o bocal do celular.

Virou-se para Sebastião, que estava deitado na cama, rolando o feed do TikTok.

— Sr. Sebastião, é a Srta. Luana. Ela quer discutir uma cooperação.

O dedo de Sebastião parou sobre a tela.

Sua primeira intenção foi recusar.

Mas, num segundo pensamento, ordenou a Benito:

— Mande-a vir ao hospital.

Luana, cansada de esperar, estava prestes a desligar.

Até que a voz de Benito voltou ao telefone:

— Algum problema? — Ele nem levantou a cabeça.

A frieza e o distanciamento em seus traços faziam dele um estranho.

— Sr. Sebastião, o Grupo Amizade é, na verdade, a filial do Grupo Barbosa em Porto Fundo.

Ela respirou fundo.

— Profissionalmente, a família Mendes e a família Barbosa são parentes. Pessoalmente, o senhor conhece a força do Grupo Barbosa. O Grupo Mendes não perderá nada com essa parceria.

Luana terminou de falar.

Sebastião continuou a ignorá-la.

Ele a tratava como se fosse ar.

Luana permaneceu ali, estática, envolta em vergonha.

Sua vontade era dar as costas e sair.

Mas, pelo bem do projeto, não podia.

— Não tenho interesse.

Pareceu que um século havia se passado até ele responder.

O celular foi jogado de lado com um baque seco.

Ele tirou um cigarro do maço e o colocou entre os lábios.

Ergueu as pálpebras preguiçosamente.

Seus olhos profundos e escuros fixaram-se em Luana.

Um sorriso carregado de escárnio curvou seus lábios.

— O Grupo Mendes não precisa de esmolas.

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