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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 250

Eliana jamais imaginara que Stephen, sempre tão dócil e obediente, se revelaria uma besta selvagem.

Ele era um psicopata.

Deitada na cama, com o corpo encolhido e trêmulo, Eliana sentia uma dor que ia além da carne, entorpecendo sua alma.

As lágrimas transbordavam de seus olhos enquanto ela perguntava:

— O que você quer para me deixar em paz?

Os olhos azuis de Stephen brilhavam com uma luz sombria, e seus lábios se curvaram.

— Quero um bilhão.

— Caso contrário, contarei ao seu irmão que foi você quem assassinou Vanessa.

A morte de Vanessa fora obra de Eliana.

E Stephen participara de tudo.

Por amor, ou o que ele achava que era amor, ele se tornara cúmplice de um crime hediondo.

Eliana arregalou os olhos, em choque, segurando o peito enquanto tentava se erguer da cama.

— Stephen, você não pode fazer isso.

— Eu te tratei bem, como pode me pagar com traição?

— Antes, eu aceitava ser manipulado porque gostava de você.

— Mas não importa o que eu faça, nada comove esse seu coração de pedra.

— Eu te valorizei tanto, e você me tratou como um cachorro, chamando quando queria e chutando quando não servia mais.

— E o pior: quem você ama é... o Sebastião.

O sorriso de Stephen era pura maldade.

— Isso se chama karma.

— Sebastião não gosta de você, você sofre por amor não correspondido e me usou como escudo.

— Um bilhão pelos meus cinco anos de juventude desperdiçada... é um preço barato.

O rosto de Eliana empalideceu.

Ela desceu da cama, cambaleando, e gritou contra o demônio à sua frente:

— Eu não tenho todo esse dinheiro! Você sabe...

Stephen a interrompeu com fúria: — Isso não é problema meu.

Um brilho estranho cruzou o olhar de Eliana.

Ela se aproximou, e sua mão macia e sem ossos tocou o peito liso de Stephen.

A ponta dos dedos deslizou suavemente, cutucando-o de um jeito que fez o coração dele coçar.

Sua voz tornou-se doce, capaz de derreter ossos: — Querido, não fique assim.

Como se lembrasse de algo, instruiu Plínio:

— Não diga à polícia que Stephen me procurou.

— Ontem à noite, estivemos bebendo no Clube Nove Céus o tempo todo.

— Entendido.

Há cinco anos, quando Plínio voltou a Porto Fundo, já havia se tornado farinha do mesmo saco que Eliana.

Ele não apenas ocultaria o rastro dela, mas também mandaria hackers destruírem as gravações do Clube Nove Céus.

Enquanto isso, em outro escritório, Sabrino havia contatado vários parceiros sem sucesso.

Ele entrou na sala de Luana com a expressão abatida.

— Luana, talvez devêssemos tentar falar com o Grupo Mendes novamente.

Luana franziu a testa, mergulhada em silêncio.

Após refletir, ela assentiu.

— Espere um pouco, vou pedir para a Nara ir lá mais uma vez.

— Sebastião exigiu que você fosse pessoalmente negociar, Luana.

— O passado é passado.

— Evitar o encontro não vai resolver nada, não acha?

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