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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 249

Stephen referia-se a Vanessa.

Afinal, Eliana só o apresentara a Vanessa; ele não conhecia Luana.

Mas a pergunta de Eliana era sobre Luana.

O humor de Eliana não melhorou com o elogio.

Ela virou outra taça de vinho e bateu o copo na mesa com tanta força que quase o derrubou.

Stephen estendeu a mão para segurar o objeto.

— Já que sou mais bonita que ela... por que ele não gosta de mim? — murmurou ela.

— Stephen, dói tanto.

Stephen queria dizer que também sofria, que ambos eram miseráveis no amor não correspondido.

— Eliana, você está bêbada.

— Vou te levar para casa.

Ele a ajudou a levantar.

Eliana estava realmente embriagada, seus passos eram incertos e o corpo não obedecia.

Stephen a colocou no banco do carro, sentou-se ao volante e arrancou em alta velocidade.

Eliana sentia o estômago queimar como fogo, uma agonia insuportável.

Já no quarto de hotel, ela levantou-se da cama cambaleando e correu para o banheiro.

Debruçou-se sobre o vaso sanitário e vomitou tudo o que tinha.

Sujou até a borda da porcelana.

Ela ergueu a cabeça, os olhos vermelhos e injetados de sangue.

Pensar em todos aqueles anos de dedicação não retribuída fazia seu coração parecer que ia explodir.

Ao sair trôpega do banheiro, ergueu o rosto e viu uma silhueta masculina no centro do quarto.

Era um homem alto, com uma toalha na cintura, exibindo músculos definidos e sensuais.

Ela piscou, atordoada pela visão.

Lançou-se sobre ele e sussurrou suavemente: — Irmão.

A palavra "Irmão" caiu nos ouvidos de Stephen carregada de uma emoção profunda.

Ele manteve os punhos cerrados ao lado do corpo, sem se virar, deixando que ela o abraçasse.

Em cinco anos de namoro, ela nunca permitira que ele a tocasse.

Nem mesmo um beijo.

Agora ele entendia: o homem que ela amava sempre fora Sebastião.

— Eliana!

Stephen não tinha um bom temperamento.

Ao ser mordido, chutado e esbofeteado, sua fúria explodiu.

Ele devolveu o tapa com força, agarrou-a pelos cabelos e a jogou de volta contra os travesseiros.

A dor percorreu os vasos sanguíneos de Eliana até o coração.

— Stephen, você não pode fazer isso... nós não podemos...

— Por que não podemos? — O sorriso de Stephen era o de um demônio.

— Você é minha namorada, por que não podemos?

Ele começou a beijar os lábios dela à força.

Quando ela resistiu, ele riu alto, um som maníaco.

— Seu irmão nunca vai gostar de você!

— Ele ficou de cabelos brancos pela mulher que ele realmente ama.

Stephen forçou a mandíbula dela a abrir com sua mão grande.

Ela o fizera sofrer, e agora ele a faria sofrer cem, mil, dez mil vezes mais.

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