Stephen referia-se a Vanessa.
Afinal, Eliana só o apresentara a Vanessa; ele não conhecia Luana.
Mas a pergunta de Eliana era sobre Luana.
O humor de Eliana não melhorou com o elogio.
Ela virou outra taça de vinho e bateu o copo na mesa com tanta força que quase o derrubou.
Stephen estendeu a mão para segurar o objeto.
— Já que sou mais bonita que ela... por que ele não gosta de mim? — murmurou ela.
— Stephen, dói tanto.
Stephen queria dizer que também sofria, que ambos eram miseráveis no amor não correspondido.
— Eliana, você está bêbada.
— Vou te levar para casa.
Ele a ajudou a levantar.
Eliana estava realmente embriagada, seus passos eram incertos e o corpo não obedecia.
Stephen a colocou no banco do carro, sentou-se ao volante e arrancou em alta velocidade.
Eliana sentia o estômago queimar como fogo, uma agonia insuportável.
Já no quarto de hotel, ela levantou-se da cama cambaleando e correu para o banheiro.
Debruçou-se sobre o vaso sanitário e vomitou tudo o que tinha.
Sujou até a borda da porcelana.
Ela ergueu a cabeça, os olhos vermelhos e injetados de sangue.
Pensar em todos aqueles anos de dedicação não retribuída fazia seu coração parecer que ia explodir.
Ao sair trôpega do banheiro, ergueu o rosto e viu uma silhueta masculina no centro do quarto.
Era um homem alto, com uma toalha na cintura, exibindo músculos definidos e sensuais.
Ela piscou, atordoada pela visão.
Lançou-se sobre ele e sussurrou suavemente: — Irmão.
A palavra "Irmão" caiu nos ouvidos de Stephen carregada de uma emoção profunda.
Ele manteve os punhos cerrados ao lado do corpo, sem se virar, deixando que ela o abraçasse.
Em cinco anos de namoro, ela nunca permitira que ele a tocasse.
Nem mesmo um beijo.
Agora ele entendia: o homem que ela amava sempre fora Sebastião.
— Eliana!
Stephen não tinha um bom temperamento.
Ao ser mordido, chutado e esbofeteado, sua fúria explodiu.
Ele devolveu o tapa com força, agarrou-a pelos cabelos e a jogou de volta contra os travesseiros.
A dor percorreu os vasos sanguíneos de Eliana até o coração.
— Stephen, você não pode fazer isso... nós não podemos...
— Por que não podemos? — O sorriso de Stephen era o de um demônio.
— Você é minha namorada, por que não podemos?
Ele começou a beijar os lábios dela à força.
Quando ela resistiu, ele riu alto, um som maníaco.
— Seu irmão nunca vai gostar de você!
— Ele ficou de cabelos brancos pela mulher que ele realmente ama.
Stephen forçou a mandíbula dela a abrir com sua mão grande.
Ela o fizera sofrer, e agora ele a faria sofrer cem, mil, dez mil vezes mais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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