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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 248

Plínio tomou outro gole de bebida e ergueu os olhos.

Viu na entrada do bar um homem alto, de traços marcantes e profundos.

O porteiro conversava com ele.

O homem levantou a cabeça, revelando pupilas de um azul intenso.

Seu olhar cruzou com o de Plínio e, ao avistar Eliana de costas, seu rosto iluminou-se de alegria.

Agradeceu ao porteiro e caminhou elegantemente até eles.

— Eliana, foi tão difícil te encontrar. — disse Stephen, segurando a mão dela.

Eliana manteve a expressão gélida.

Tragou seu cigarro e soprou a fumaça branca diretamente no rosto de Stephen.

— O que você quer?

Os olhos apaixonados de Stephen fixaram-se nela.

— Eliana, estamos juntos há anos... você vai mesmo terminar comigo?

Eliana puxou a mão de volta, libertando-se do toque dele.

Seu sorriso era leve, mas distante como as nuvens.

— Stephen, você conhece meu temperamento.

— Não gosto mais de você.

— E quando perco o interesse por algo, é impossível recuperá-lo.

A franqueza brutal não afastou o estrangeiro; pelo contrário, ele parecia ganhar força na rejeição.

— Eliana, eu sei que você não está satisfeita comigo, mas eu posso mudar.

Mudar?

Como mudar?

Eliana o encarou, com um sorriso de escárnio nos lábios.

— Você pode trocar de rosto?

— Pode se transformar nele?

— Se não pode, sinto muito, não me incomode mais.

A crueldade de Eliana era palpável.

Stephen não sabia exatamente em quem ela queria que ele se transformasse.

Mas sabia que era o homem que habitava o coração dela.

Há cinco anos, conheceram-se no exterior e viveram um romance intenso.

Ele largou tudo para vir a Porto Fundo por ela, entrando no Grupo Mendes através de sua influência.

Achava que o amor duraria para sempre.

A mulher que Plínio havia deixado de lado estendeu os braços macios, enlaçou sua cintura e o arrastou para a pista de dança.

Na mesa, restaram apenas uma Eliana melancólica e um Stephen persistente.

Stephen serviu-se de bebida, enquanto Eliana mantinha o olhar baixo, ignorando-o.

Para Stephen, apenas estar ali, em silêncio ao lado dela, parecia trazer alguma satisfação.

Vendo que ele não iria embora, Eliana apagou o cigarro no cinzeiro com força.

Ela afastou o cabelo da testa e moveu os lábios vermelhos.

— Stephen, diga-me... minha cunhada, ela era bonita?

Stephen franziu a testa.

— A mulher que seu irmão amava?

Eliana assentiu.

— Sim.

— Bonita. — respondeu ele.

Ao ver as sobrancelhas de Eliana se unirem em desgosto, ele apressou-se em corrigir.

— Mas não mais bonita que você.

— No meu coração, Eliana, você é a mais bela, ninguém se compara.

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