Entrar Via

Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 247

O homem mais bonito de Porto Fundo.

Sabrino nem terminou a frase, e Luana o cortou:

— Até um cachorro aprende a ter medo de quem o chuta. Você acha que eu valho menos que um cachorro?

A metáfora era crua e precisa.

Sabrino pensou por um momento e concordou. Ele soltou uma risada de alívio:

— Tem razão. Quando te levei embora, você parecia um cadáver vivo. Sua saúde estava destruída.

Quando Sabrino recebeu a ligação de Vasco e voou do exterior para vê-la na prisão, não conseguiu acreditar.

Aquela mulher de pele amarelada, magra como um esqueleto, era a deslumbrante Luana de suas memórias?

Ela estava deformada.

Parecia ter perdido qualquer fé na vida.

Ele a levou embora sem pensar duas vezes.

Durante cinco anos, dedicou-se a ela de corpo e alma, esperando que um dia pudesse derreter aquele coração de pedra.

O retorno a Porto Fundo foi forçado pelos problemas nos negócios da família Barbosa no exterior.

Sabrino sentia que Luana estava, aos poucos, criando um vínculo com ele.

Eles estavam caminhando para um futuro juntos, e ele não queria obstáculos.

Sebastião era sua maior preocupação e ameaça.

Superficialmente, Sebastião tratava Luana com frieza, mas se fosse verdade, ele não teria aparecido esta noite e embebedado Sabrino propositalmente.

Sabrino sentiu o perigo.

Uma voz feminina surgiu ao fundo na chamada, parecia ser Rosalía:

— Sabrino, seu pai quer falar com você. Ele está no escritório.

Sabrino disse a Luana:

— Tenho que resolver umas coisas, não vou voltar para a Vila Baía Azul hoje. Tome um banho e descanse. Amanhã temos que ver alguns clientes para tentar fechar parcerias.

Após a rejeição do Grupo Mendes, o Grupo Amizade precisava encontrar outro investidor.

Sabrino estava ocupado com isso há dias.

Luana respondeu com um "tudo bem" e acrescentou:

— Bom trabalho.

Plínio fechou a cara, reclamando.

Eliana soltou uma nuvem de fumaça, olhou para Plínio e forçou um sorriso nos lábios vermelhos:

— Desculpe. Não foi por mal.

Plínio sabia que não era intencional. Ela estava apenas de mau humor.

Desde que o convidou para sair, Eliana estava com uma nuvem negra sobre a cabeça.

Ele pegou um copo de bebida e virou de uma vez.

— A Rosalía não nos quer lá? Pois nós também não queremos ir! Quem ela pensa que é? Aquele monstro rejeitado pelo velho.

Plínio sempre chamava o velho Sr. Mendes de monstro.

Ele cresceu vendo Rosalía poucas vezes, e como ela não gostava dele, ele não tinha afeto algum por ela.

Mas ser excluído do banquete da família Mendes ainda feria seu ego.

Eliana estendeu o cigarro no cinzeiro e bateu as cinzas.

Ela olhou para Plínio, mas permaneceu em silêncio.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais