— Mas ouvi dizer que o corpo do Sr. Luciano foi realmente encontrado. — disse Luís, baixando o tom.
— Fui falar com a polícia, mas eles mantêm a boca fechada, não me disseram uma palavra sequer.
Nuno sentiu a depressão aumentar e virou mais uma dose.
— De qualquer forma, não acredito que Luana se foi.
— Eu também não acredito — concordou Fausto.
Luís revirou os olhos para os dois, sem paciência.
— Os fatos estão diante de nós, vocês estão apenas se iludindo.
Pouco depois, Nuno estava completamente bêbado, rugindo suas palavras desconexas.
— Foi o Sebastião quem matou a Luana!
— Eu vi com meus próprios olhos ele perseguindo o veículo de transporte de prisioneiros.
— E o resultado foi aquele acidente... eu vou vingar a Luana.
Fausto também sentia o peso do luto; Luana não só salvara sua vida, mas reconhecera seu talento.
Já Luís, desde que Luciano deixara o comando do Grupo Ramos, seguia Luana e nutria por ela um respeito profundo de subordinado.
Fausto e Luís discutiram a situação.
O Grupo Ramos havia sido entregue judicialmente a Nilo, e eles jamais trabalhariam para ele.
Decidiram, então, ir para a empresa de Nuno, ajudá-lo em sua vingança.
No dia seguinte, apresentaram-se no Grupo Barbosa.
Naquela mesma tarde, Camila viu a foto de Sebastião abraçado aos restos de Luana, com a legenda distorcida sobre seu sofrimento por Vanessa.
Ela demitiu todos os empregados do Jardins do Perfume, incluindo Teresa, mantendo apenas sua fiel Suzana.
No primeiro ano após a morte de Luana, o velho Sr. Mendes faleceu.
Juvêncio assumiu o Grupo Mendes e expulsou Sebastião.
Com a saída de Sebastião, todos os projetos do Grupo Mendes pararam; os parceiros só reconheciam a autoridade dele.
Juvêncio, sem saída, teve que engolir o orgulho e implorar pelo retorno de Sebastião.
Sebastião provou que o testamento em posse de Juvêncio era falso e retomou o controle total.
Camila mudou-se de volta para a Mansão Mendes.
Ela apontou para Regina, que parecia um cão molhado e derrotado, e riu até os músculos do rosto doerem.
O olhar de Eliana estava fixo, obcecado, no rosto de Sebastião.
Sebastião tragou o cigarro, exalou a fumaça pelas narinas e baixou as pálpebras com indiferença.
— E quem serve para você?
Eliana engoliu em seco, forçando as palavras a saírem de sua garganta.
— Irmão... nós não somos irmãos de sangue, e você sempre soube.
— A pessoa que eu amo é você.
— A cunhada morreu há tantos anos, eu posso cuidar de você...
Antes que ela terminasse, o olhar de Sebastião perfurou-a como uma lâmina gelada.
— Eu sempre te vi como uma irmã.
A voz de Eliana tremeu.
— Mas eu não sou sua irmã! Não temos o mesmo sangue!
— Eu não quero ser sua irmã, Sebastião!
Enquanto falava, ela se atirou na direção dele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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