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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 218

Foi um ato de amor e guerra, destrutivo e inesquecível.

Ambos se entregaram com uma intensidade desesperada, como se fosse a última vez.

Luana parecia uma feiticeira arrastando Sebastião para o abismo, fazendo o sangue dele ferver.

Mesmo possuindo-a repetidamente, parecia insuficiente para preencher o vazio que os separava.

Nada era o bastante.

Quando o céu começou a clarear com os primeiros tons de cinza da aurora, a exaustão finalmente venceu.

Sebastião foi para o banho.

Luana permaneceu na cama, o corpo dormente, sentindo-se drenada de toda força vital.

Uma única lágrima cristalina escorreu pelo canto do olho e desapareceu em seus cabelos negros espalhados no travesseiro.

Seus olhos ardiam.

Ela se levantou, lutando contra a tontura.

Quando o mundo parou de girar, caminhou lentamente até o banheiro.

Sebastião estava sob o chuveiro.

A água corria por suas costas largas, descendo pelos músculos definidos.

Seu abdômen trincado era uma escultura de virilidade; não era à toa que tantas mulheres o desejavam.

Ao ouvir o som da porta, ele se virou.

Através do vapor, viu Luana nua caminhando em sua direção.

As curvas dela fizeram o ar faltar nos pulmões dele.

— Luana, você...

Antes que ele pudesse falar, os braços finos e pálidos dela rodearam sua cintura.

Sebastião sentiu o desejo reacender instantaneamente, quase doloroso.

Ela estava diferente.

Parecia empenhada em fazê-lo perder a sanidade.

Luana ficou na ponta dos pés, puxou a nuca dele e ofereceu os lábios.

A mente de Sebastião ficou em branco.

Ele inverteu as posições, pressionando-a contra os azulejos frios, tomando-a novamente.

A água caía sobre os dois corpos entrelaçados.

Nenhum deles se importava com mais nada; pareciam querer fundir suas almas na carne um do outro.

Sob o feitiço dela, ele perdeu qualquer resquício de razão.

Finalmente, o silêncio retornou.

— Ainda preciso resolver algumas coisas na empresa. Tenho que ir.

Ele checou o celular; Benito havia ligado inúmeras vezes. Era urgente.

— Tudo bem.

Luana concordou calmamente.

Ela ficou observando-o se vestir com um olhar indecifrável.

Sebastião parou de dar o nó na gravata e olhou para ela pelo espelho:

— Pare de me olhar assim, ou eu não vou conseguir sair daqui.

— Está bem.

Ela desviou o olhar para a janela.

Sebastião saiu sentindo-se vitorioso, imaginando que aquele era o recomeço da família feliz que desejava.

Assim que ele saiu, a máscara de Luana caiu.

Ela tomou outro banho rápido e vestiu um vestido preto simples.

Antes de descer, foi ao quarto de Teresa.

Sílvio ainda dormia, um anjo alheio ao caos, com um fio de baba no canto da boca.

Luana limpou o rosto do filho com suavidade, gravando aquela imagem em sua memória.

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