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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 217

Vanessa.

Aquele nome era sua maldição pessoal.

Mesmo morta, Vanessa continuaria sendo a sombra intransponível entre Luana e Sebastião por toda a eternidade.

E agora, Luana estava encurralada em um beco sem saída.

Ela guardou as duas pulseiras na caixa e fechou a gaveta com um clique definitivo.

Seu cabelo ainda estava encharcado, gotas d'água escorriam da testa para a ponta do nariz, mas ela não se importou em secar.

Sentou-se na cama e acendeu um cigarro.

A dor de cabeça era constante ultimamente, e a nicotina era seu único alívio.

Quando o cigarro virou cinzas, ela pegou o celular e digitou:

"Você volta hoje?"

Ela esperava o silêncio de sempre.

Mesmo antes de a relação deles ruir, ele raramente respondia.

E quando respondia, levava horas.

Mas, para sua surpresa, a resposta foi imediata.

"Onde você está?"

Ele perguntou.

"Em casa."

Ela respondeu com brevidade.

Contra todas as expectativas, Sebastião enviou outra mensagem logo em seguida:

"Ainda tenho pendências aqui. Vá dormir."

Soava como uma interação conjugal normal, um marido avisando a esposa.

"Não consigo dormir."

Enquanto enviava a mensagem, Luana acendeu outro cigarro.

Entre a fumaça que dançava no ar, ela apontou a câmera para si mesma.

Tirou várias fotos e as enviou.

Do outro lado da cidade, no escritório frio e silencioso, Sebastião olhou para a tela.

A imagem da mulher com o rosto limpo, gotas de água deslizando dos cabelos para o pescoço, passando pela clavícula e desaparecendo no decote do pijama de seda molhado.

O tecido translúcido revelava contornos que fizeram o sangue dele ferver.

Era uma visão de pura provocação.

Sebastião sentiu um aperto violento no baixo ventre.

O desejo o atingiu como um soco.

O celular escorregou de sua mão e bateu no tapete com um baque surdo.

Ela permaneceu imóvel, sem vontade de pegá-lo.

De repente, passos pesados e urgentes ecoaram no corredor.

A porta foi aberta com violência.

Luana virou-se e deu de cara com um Sebastião ofegante, com o olhar sombrio e predatório.

Os cabelos dele estavam levemente desalinhados, e seus olhos queimavam com uma intensidade assustadora.

Ele nunca a tinha visto tão entregue, tão vulnerável e provocante.

Havia surpresa no olhar dele, misturada a uma luxúria crua.

Luana não esperava que ele viesse.

Muito menos tão rápido.

Ela fez menção de se levantar, mas ele fechou a porta com um chute e avançou sobre ela como uma tempestade.

— Você...

Antes que ela pudesse terminar, ele a agarrou pela cintura e a jogou na cama.

O cheiro de tabaco e a masculinidade dele a envolveram.

O beijo veio voraz, agressivo, explodindo na mente de Luana como fogos de artifício.

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