À noite, Luana atendeu a uma ligação de Nuno, e seu coração afundou ainda mais.
Nuno contou que Elpídio não apareceu no tribunal porque se meteu em problemas.
Há alguns dias, Elpídio dormiu com uma mulher, e essa mulher o acusou de estupro.
Quando Elpídio estava a caminho do tribunal hoje, foi preso pela polícia.
Resumindo: Elpídio caiu em uma armadilha.
Exatamente neste momento crucial.
Luana riu de si mesma; os métodos que ela usou contra outros no passado, Sebastião agora usava contra ela.
Dizer que isso não tinha relação com Sebastião? Luana não acreditaria nem se a matassem.
Clube Nove Céus.
João e Hélder estavam com mulheres em seus braços, agindo sem qualquer pudor, protagonizando cenas obscenas que só não viraram sexo explícito por pouco.
A mulher nos braços de João ergueu a cabeça, batendo os cílios longos, e manhou:
— Preciso ir ao toalete, João. Espere um pouco.
João observou a silhueta esbelta da garota indo para o banheiro, sentindo uma coceira interna.
Ele acendeu um cigarro e olhou para o sofá.
Sebastião estava sentado lá, imerso nas sombras, sua expressão ilegível, mas a aura indicava que seu humor estava péssimo.
Sempre que Sebastião estava de mau humor, arrastava João e Hélder para acompanhá-lo.
Dizer "acompanhar" não era exato.
Sebastião mandava vir várias mulheres, João e Hélder escolhiam, mas Sebastião não queria nenhuma.
Ficava ali, bebendo sua melancolia, e qualquer mulher que tentasse se aproximar era expulsa.
Com o tempo, as garotas do Clube Nove Céus aprenderam o temperamento de Sebastião e mantinham distância.
— Sebastião, a criança já é sua. O que mais está te incomodando?
João perguntou.
Sebastião não respondeu, apenas fumou em silêncio.
João ia falar algo, mas um toque de celular soou.
Não era o dele.
No segundo seguinte, viu Sebastião tirar o celular do bolso e caminhar em direção à porta com o cigarro na mão.
A garota voltou do banheiro, e João imediatamente colou nela de novo; logo estavam se agarrando.
Sebastião encontrou um lugar silencioso.
Assim que atendeu, ouviu a voz do outro lado:
— Sr. Sebastião, encontramos a Fernanda. O corpo foi retirado da água, decomposto a ponto de estar irreconhecível.
— Mas a polícia confirmou que é a Fernanda.
O grupo saiu, tomou café da manhã e cada um foi para sua casa.
Assim que Sebastião cruzou a porta da mansão, Camila veio ao seu encontro.
Sentindo o cheiro de álcool e tabaco, e vendo a marca de batom na camisa dele, a raiva de Camila explodiu:
— Você está pedindo para sofrer.
Indignada, Camila deu um tapa no ombro do filho.
As coisas já estavam tão tensas, e ele ainda passava a noite fora.
Lembrando-se das noitadas de Juvêncio, os olhos de Camila avermelharam, e ela embargou a voz:
— Sebastião, você quer mesmo destruir essa família?
Vendo que a mãe ia começar o sermão, Sebastião franziu as sobrancelhas e perguntou:
— Onde ela está?
Camila olhou para o andar de cima:
— Deve estar dormindo ainda. Ontem, quando voltou, não largou o Sílvio um segundo. Ela não quer deixar a criança. Se você tiver um pingo de consideração pelo seu filho, vá e se case com ela de novo.
Camila não disse mais nada e voltou para o quarto.
Sebastião não foi para o quarto dele; foi para o escritório.
Pouco depois, Suzana entrou com uma camisa limpa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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