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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 165

De repente, Benito sentiu que era mais feliz que o Sr. Sebastião.

Pelo menos, sua namorada Jacira o olhava com adoração e ouvia tudo o que ele dizia.

Ding!

A porta do elevador se abriu.

Luana saiu pisando firme.

Benito correu atrás, mas estava sempre um passo atrasado.

Luana bateu na porta do escritório de Sebastião.

Uma, duas vezes, batidas altas e nítidas.

Jacira e os outros ouviram o barulho e se aproximaram de todos os lados.

Queriam ver quem era a pessoa sagrada que ousava esmurrar a porta do Sr. Sebastião, arrancando os bigodes do tigre.

Então, viram uma mulher alta, de beleza estonteante.

O rosto parecia calmo, mas a aura indicava que ela não estava para brincadeira.

A porta não abriu.

Pouco depois, o telefone interno tocou.

Jacira correu para atender.

Ao voltar, o rosto de Jacira estava pálido.

Ela gaguejou:

— Senhorita, o Sr. Sebastião pediu para você ir embora. Ele disse que não quer te ver.

Jacira foi eufemística.

No telefone, Sebastião havia dito: "Mande essa mulher sumir. Se ela não sumir, quem some é você."

Então, o celular de Benito tocou.

Benito olhou para baixo e viu que era Sebastião.

Ele cobriu o telefone apressado e se afastou:

— Sr. Sebastião.

— Não mandei você fazê-la sumir? Minha palavra é vento para você?

A voz de Sebastião era diabólica, como um carrasco.

Benito desconfiou seriamente que aqueles dois não tinham conseguido concretizar nada na noite anterior.

Caso contrário, por que estariam com caras de quem queria matar um ao outro?

Benito correu até Luana e segurou a manga dela.

Sem ousar usar a força, ele tentou a persuasão:

— Srta. Luana, tenho algo a dizer. Venha comigo.

Benito arrastou Luana para uma área vazia do escritório e serviu um copo de água com limão para ela:

— Vou falar com o Sr. Sebastião.

Benito saiu e voltou em pouco tempo.

— O Sr. Sebastião mandou você entrar.

Quando Luana entrou no escritório, Sebastião estava sentado na cadeira presidencial, ao telefone.

Suas sobrancelhas longas e estreitas estavam franzidas, demonstrando impaciência:

— Você está dizendo que o Sílvio sumiu ontem à noite?

Uma única frase fez o coração de Luana disparar.

Antes que ela pudesse correr até ele, Sebastião desligou.

Ele pegou o paletó enquanto caminhava para fora.

Luana agarrou a mão dele, as palavras saindo trêmulas:

— O Sílvio… o que houve?

Sebastião estava cada vez mais irritado:

— Minha mãe disse que o Sílvio foi roubado ontem à noite.

As palavras de Sebastião jogaram Luana num abismo profundo.

Seu filho tinha acabado de escapar da morte.

Como poderia ter desaparecido novamente?

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