Assim que Sebastião chegou à empresa, a secretária informou que Fausto, do Grupo Ramos, estava esperando por sua assinatura.
Ele soltou apenas um comando direto:
— Não vou recebê-lo.
A secretária, percebendo a aura de baixa pressão ao redor de Sebastião, não ousou perguntar mais nada.
Secretamente, tentava adivinhar quem havia provocado o presidente.
Hoje, ninguém no escritório da presidência do Grupo Mendes teria paz.
Fausto, que esperava do lado de fora, viu a secretária e perguntou apressado:
— Jacira, o Sr. Sebastião chegou? Eu vi o carro dele.
Jacira sabia que não adiantava enganar Fausto e respondeu com cautela:
— Chegar, chegou. Mas… o Sr. Sebastião parece estar de mau humor. Sr. Fausto, espere um pouco mais!
Jacira suspirou.
Fausto ficou ansioso.
Ele implorou a Jacira várias vezes, mas ela encolheu os ombros, esquivando-se.
Fausto pensou em invadir, mas foi bloqueado por Benito.
Sem saída, Fausto ligou para Luana.
— Sra. Luana, o projeto já começou. Precisamos da liberação dos fundos iniciais do Grupo Mendes. Como é uma cooperação, o financeiro diz que o Sr. Sebastião precisa assinar pessoalmente para liberar o dinheiro, mas ele se recusa a me ver.
Fausto achou que Luana ficaria tão ansiosa quanto ele.
Para sua surpresa, Luana disse:
— Então deixe parado.
Fausto duvidou da própria audição.
Ele repetiu as palavras:
— Deixar parado?
— Sim.
Sem esperar Fausto falar mais nada, Luana desligou.
Fausto realmente não sabia o que se passava na cabeça de Luana.
Era óbvio que Luana e Sebastião eram ex-marido e mulher.
No mundo dos negócios, Sebastião era famoso por ser implacável e impessoal.
Mas o fato de o Grupo Ramos ter vencido a licitação mostrava que ele não era totalmente indiferente a Luana.
Pena que a própria envolvida não percebia.
Fausto lamentou profundamente.
Ele precisava encontrar Luana para esclarecer essa confusão.
Assim que chegou ao térreo do Grupo Mendes, Fausto encontrou Luana chegando apressada, com o semblante transtornado.
Ele foi ao encontro dela:
Ele sempre a via pelas câmeras de segurança, então mandou Benito descer para expulsá-la.
— Não vou tomar muito tempo do seu Sr. Sebastião. Só preciso falar uma coisa com ele.
Luana contornou Benito e entrou no elevador.
Benito correu atrás, entrando junto.
Ele pensou em arrastar Luana para fora, mas ao olhar para a câmera no teto, sua mão congelou no ar.
Ontem à noite Luana dormiu no Jardins do Perfume.
Era briga de casal, ele não deveria se intrometer.
Além disso, ele não queria virar alvo do ciúme do Sr. Sebastião.
Enquanto Benito hesitava, o elevador começou a subir, acompanhando os números vermelhos na parede.
Benito disse, constrangido:
— Srta. Luana, a senhora realmente não sabe por que o Sr. Sebastião mudou de ideia?
Ao mencionar o assunto relacionado a Sílvio, o coração de Luana afundou.
Seu olhar vagou pelo rosto de Benito.
Ela pensou um pouco e balançou a cabeça:
— Não sei. Ele é um psicopata.
Se o Sr. Sebastião soubesse que estava sendo chamado de psicopata pela mulher que amava, ficaria arrasado.

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