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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 161

— Eu estava preocupado com você, Luana. O Sebastião é implacável, cruel.

— Tenho medo que ele te machuque, por isso…

Nuno, no fim das contas, não contou a Luana que Benito o havia ameaçado e expulsado.

Afinal, ele era homem e tinha seu orgulho, especialmente na frente da mulher que amava.

— Ah, não se preocupe. Ninguém consegue me intimidar, não sou feita de açúcar.

Ao dizer isso, Luana soltou uma risada leve, quase narcisista.

Uma mão úmida surgiu, arrancando o celular dela sem cerimônia e encerrando a chamada.

Luana ergueu a cabeça.

Seus olhos encontraram o rosto limpo de Sebastião, com os cabelos penteados para trás, revelando uma testa altiva.

Ele estava sem camisa, apenas com uma toalha enrolada na cintura.

O peito era uma muralha definida, sexy, chamativo, perigoso.

O olhar de Luana seguiu as gotas de água que escorriam pelo abdômen trincado do homem, descendo perigosamente pelas entradas do quadril…

Embora não pudesse ver o fim, a imaginação era inevitável.

Droga!

Luana passou a língua nos lábios secos, tentando frear os pensamentos impróprios.

Percebendo algo errado, ela organizou a mente.

Ela afastou o cabelo da testa, com a voz rouca:

— Sebastião, aquela história do Sílvio ter chorado até perder a voz, você mentiu para mim?

Sebastião não respondeu.

Ele apenas baixou a cabeça, mexendo no celular dela.

— Não olhe… o meu celular.

Quando Luana percebeu que Sebastião lia suas mensagens, já era tarde.

Ela esticou a mão para pegar, mas Sebastião não cedeu.

Ele ergueu o braço.

Luana, sendo uma cabeça mais baixa que ele, teve que pular.

Ao quase perder o equilíbrio e cair, ela abriu as pernas instintivamente e prendeu-se à cintura de Sebastião.

Isso arrancou uma respiração pesada do homem.

Sem resposta de Luana por um longo tempo, Nuno, devastado, desligou silenciosamente.

Sebastião encarou a tela indicando o fim da chamada e seus lábios finos curvaram-se em um sorriso diabólico.

Finalmente, tudo acabou.

Antes de sair da cama larga, ele estendeu a mão e pegou o celular recém-desligado.

Caminhando até a janela panorâmica, Sebastião acendeu um cigarro.

Entre a fumaça, ele discou o número de Nuno.

Assim que a chamada conectou, a voz de Nuno soou, quase chorando de alívio:

— Luana…

— Pare de ligar para a Luana. Ela não quer ver você.

Enquanto falava, Sebastião virou-se para olhar a mulher exausta, paralisada na cama, sem reação.

De repente, ele baixou o tom de voz, tornando-o gélido:

— Caso contrário, a vida de qualquer um ligado a você se tornará um inferno.

Sem esperar resposta, Sebastião encerrou a ligação.

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