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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 160

Sebastião curvou os lábios em um sorriso cínico e soltou um escárnio frio.

— É melhor que seja.

O carro parou.

Sebastião arrancou a mão dela que envolvia sua cintura, abriu a porta e saiu.

Luana desceu com dificuldade, arrastando os pés.

Ela queria andar mais rápido, desesperada para ver Sílvio, mas seu corpo estava insuportavelmente mole.

Cada passo parecia pisar em nuvens instáveis.

— Espere por mim!

Luana tentou correr atrás de Sebastião.

À frente, Sebastião a ignorou completamente, sem sequer virar a cabeça.

Ele entrou na mansão a passos largos e decisivos.

Luana acelerou e finalmente o alcançou, respirando com dificuldade.

Ela olhou ao redor e percebeu que não estavam na Mansão Mendes.

O layout lembrava o Jardins do Perfume.

Ela balançou a cabeça, confusa, e gritou por Sílvio duas vezes, antes de chamar:

— Suzana.

Sem ver nem sombra de Suzana, Luana finalmente percebeu que havia caído em uma armadilha.

Ela gritou, furiosa, dirigindo-se a Sebastião:

— Sebastião, seu maldito, você me enganou?

Sebastião estava parado na sala de estar, examinando-a.

Ao ver o olhar dele, como se estivesse observando uma bêbada louca, a raiva de Luana explodiu.

Ela deu um passo à frente e agarrou o colarinho dele.

— Mande a Suzana trazer o Sílvio para baixo. Agora.

Sebastião continuou a encará-la, os lábios finos curvados em zombaria:

— Ela não está aqui.

Suzana não estava ali... Será que aquele lugar realmente não era a Mansão Mendes?

Luana pareceu finalmente recobrar a consciência.

Ela havia suportado aquilo a noite toda, mas o fogo em seu peito não podia mais ser contido.

— Sebastião, ver o meu desespero te diverte, não é?

— No seu coração, eu não passo de uma palhaça?

Era o filho dele também.

Como ele podia ser tão indiferente?

Será que o coração dele era feito de pedra?

Parecendo não querer perder tempo com uma bêbada, Sebastião desviou o olhar.

Ele arrancou a gravata do pescoço e começou a subir as escadas.

A campainha tocou.

Sebastião pegou o celular, conectado às câmeras de segurança do portão.

O tempo passou e Sebastião não saiu.

Incapaz de esperar mais, ela saiu do quarto e começou a vagar pela casa, procurando por Sílvio.

O telefone dela tocou.

Luana atendeu radiante, pensando ser Suzana.

— Suzana, finalmente você ligou! Onde você está? Por que não te vejo?

— O Sílvio ainda está chorando? Hum... Eu sinto tanta falta dele...

Sua fala foi cortada por uma voz ansiosa do outro lado:

— Luana, sou eu, o Nuno. Você está no Jardins do Perfume? O Sebastião fez alguma coisa com você?

— Nuno?

A consciência caótica de Luana pareceu clarear um pouco, e sua voz soou decepcionada.

— Ah, é o Nuno... Você... já voltou?

Luana se lembrou.

Nuno tinha apanhado no Bar Platina.

Ela tinha ido buscá-lo e expulsado os agressores.

Então, recebeu a ligação de Sebastião dizendo que Sílvio tinha chorado até perder a voz.

Preocupada com o filho, ela foi ao Clube Nove Céus encontrar Sebastião.

Nuno a tinha seguido até lá, mas agora...

Será que Nuno ainda estava no Clube Nove Céus?

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