Entrar Via

Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 162

Através da visão embriagada, Luana viu o homem parado diante da janela panorâmica, fumando.

Não sabia com quem ele falava ao telefone.

Ela ergueu o corpo fraco e perguntou:

— Quem era?

— Ninguém.

Sebastião jogou o celular de lado e pressionou-se novamente sobre o corpo de Luana.

Ele havia suado muito, e agora, sua pele fervente a queimava novamente.

Luana sentiu um desconforto profundo.

Ela começou a empurrá-lo.

As pupilas negras de Sebastião brilharam repentinamente, e a paixão reacendeu em cada célula.

Seu pomo de adão oscilou.

Ele baixou a cabeça e a tomou em um beijo.

O gemido de Luana foi como um catalisador, e ele aprofundou o beijo com violência.

Quando Luana acordou, a luz do sol entrava pelo vidro, ferindo seus olhos que se contraíram.

O corpo doía como se tivesse sido atropelado por um caminhão.

Memórias fragmentadas da noite anterior passaram por sua mente.

Ontem à noite, ela foi para a cama com Sebastião.

A consciência retornou e Luana estremeceu de susto.

Sentou-se na cama, procurando com os olhos, mas não viu sinal de Sebastião.

Deve ter ido para a empresa, pensou Luana.

Maldito álcool, ela se amaldiçoou silenciosamente.

Ao se levantar, viu as roupas espalhadas pelo chão, testemunhas da batalha intensa da noite anterior.

O rosto de Luana queimou de vergonha.

Ela recolheu as roupas do chão, vestiu-se e ajeitou o cabelo.

Desceu as escadas apressada, enquanto tentava ligar para Sebastião.

Sua mente ainda estava presa na questão da voz de Sílvio.

Antes que a chamada completasse, ela desligou.

Porque ela viu o homem que a havia possuído a noite toda.

Ele estava sentado na sala de jantar, tomando o café da manhã.

Vestia uma camisa preta e calça preta, frio e maldita e irritantemente bonito, com uma aura revigorada.

Ela não entendia como a energia daquele homem podia ser tão inesgotável.

Mesmo acordando depois dele, ela ainda se sentia exausta.

O olhar parou no rosto dela.

Após um momento, ele abriu os lábios:

— Acabei de ligar. Sílvio parou de chorar há muito tempo. E a voz dele está perfeita.

Vendo a calma dele, Luana não sabia se devia acreditar.

Ela sorriu com escárnio:

— Sebastião, estou começando a duvidar do seu propósito ao me ligar ontem à noite.

— Que propósito?

Sebastião franziu a testa.

Luana respondeu:

— Você usou o Sílvio para me atrair de volta ao Jardins do Perfume.

Assim que Luana terminou, Sebastião soltou uma risada curta.

Ele terminou a torrada, acendeu um cigarro com o isqueiro e soltou a fumaça.

O olhar risonho de Sebastião estava cheio de ironia:

— Luana, você é muito narcisista. Ontem à noite, não foi você que implorou desesperadamente para eu te acolher? Você nem sabe qual cachorro teria te levado para casa. Talvez agora você já estivesse despedaçada por aí.

Luana sabia.

Alguém como Sebastião jamais admitiria algo tão baixo quanto mentir.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais