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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 642

O rosto bonito de Norberto escureceu. Ele se levantou, observando a silhueta dela desaparecer no topo da escada do segundo andar.

Agora, ela não lhe daria nem mais uma chance sequer.

Isso certamente condizia com a personalidade dela.

Tereza subiu e entrou no quarto das crianças. Viu Delfina com os últimos pacotinhos na sua frente, sentada com as pernas cruzadas, usando uma tesoura pequena para cortar as fitas que os amarravam.

— Mamãe, olha só! O papai preparou um monte de presentes para mim. — Após dizer isso, Delfina pegou uma pequena cesta com objetos e a entregou para Tereza. — O papai com certeza ficou com vergonha de entregar os presentes para você, por isso os escondeu no meio das minhas caixas. Olha, todas essas coisas são suas. Eu te ajudei a desembrulhar.

Tereza ficou surpresa. Ao pegar a cesta, viu que nela havia perfumes, cosméticos caros, além de joias e duas bolsas de grife.

Nesse momento, Norberto já estava encostado no batente da porta, observando mãe e filha.

— Papai, por que você não entregou direto para a mamãe? Por que colocou na minha pilha de presentes para eu abrir por ela? — Delfina o encarou, transformada num poço de curiosidade.

Os olhos escuros de Norberto fitavam Tereza fixamente enquanto ele dizia em voz baixa:

— Eu fiquei com medo da mamãe não aceitar os presentes do papai, por isso pedi para você abrir.

— Mamãe, por que você não quer aceitar? Esses presentes são tão lindos. E agora que eu já cortei as embalagens, não dá mais para devolver, sabia? — Delfina piscou os olhos, falando com toda a seriedade.

Tereza virou a cabeça e fuzilou Norberto com o olhar. Que homem ardiloso.

— A mamãe já tem essas coisas em casa, não preciso de tantas. — explicou Tereza.

— Mas faltam um monte de cosméticos na sua penteadeira, e você já quase não tem joias. Eu reparei nisso. — Delfina já não era um bebê de três anos. Quando a mãe saiu da mansão, levou apenas um décimo de suas coisas. Ela levou muito, muito pouco consigo.

— A mamãe não precisa de tantas joias, nem de bolsas. — disse Tereza com voz suave.

Delfina pareceu entender em partes.

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