Tereza franziu as sobrancelhas e disse friamente:
— O valor das suas opiniões não é lá muito alto.
Norberto sentiu-se constrangido e, no mesmo instante, parou de tentar analisar a situação para ela.
Havia um relógio de parede ao lado deles. Quando os dois silenciavam, era possível ouvir os ponteiros avançando passo a passo.
Era um tempo que não voltaria; a cada avanço, um segundo se perdia.
O coração de Norberto foi perturbado por aquele tique-taque incessante. Ele olhou para os ponteiros e teve o impulso de arrancar o relógio da parede e retirar a pilha.
Tereza, segurando o celular, sentou-se no sofá:
— A Delfina não desce há um tempão. Você não quer subir lá para ver como ela está?
Norberto também olhou para cima, levantou-se em seguida e subiu as escadas com passos longos.
Pouco tempo depois, ele desceu de volta. Tossiu baixinho, apertando os punhos:
— A Delfina ainda tem uns vinte presentes para abrir e não quer que eu fique olhando.
— Quantos presentes você deu para ela, afinal? — Tereza se espantou, achando que Norberto estava mimando demais a filha, o que não era bom.
— Cem. — respondeu Norberto.
— De agora em diante, não compre tantas coisas para ela. — advertiu Tereza.
— Certo, o que você disser! — Ao responder isso, os olhos de Norberto brilharam enquanto olhava para ela.
Foi como se uma fagulha tivesse acendido no coração de Tereza, e ela o fuzilou com um olhar furioso.
Norberto soltou um sorriso inocente, recostou-se no sofá e abriu os braços sobre os encostos.
— Tereza, eu fui o seu primeiro amor? — Sentindo-se entediado, Norberto puxou outro assunto.
Tereza manteve os lábios selados, recusando-se a responder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido
Esse livro é ótimo.......