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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 512

— Ela era completamente obcecada por ele na época. — Paula apertou os olhos, em tom venenoso. — Todo mundo no nosso laboratório sabia, mas ninguém tinha coragem de dizer em voz alta. A Tereza era muito ousada nos sonhos dela. Mas, pelo visto, quando se tem cara de pau e ousadia para tentar, sempre há uma chance de conseguir o que quer.

Eduardo lançou um olhar furtivo para o biombo ao lado e, por fim, fez uma última pergunta para se certificar:

— Você garante que tudo o que me disse hoje é a mais pura verdade? Não inventou nada, certo?

— Inventei? Se não acredita em mim, vá perguntar para a própria Tereza. — Paula ficou irritada; cada palavra que havia dito era um fato inquestionável.

— Sendo assim, agradeço pelas informações. Pode se retirar, por favor. — Eduardo assentiu.

— O quê? Eu nem sequer comi ainda e você já está me expulsando? Que falta de educação. — Paula não se moveu. O único motivo de ela ter ido até ali era para encontrar um homem bonito e aproveitar uma boa refeição de graça.

— Tudo bem, não vou atrapalhar sua refeição. Eu preciso me despedir. — Eduardo deu um sorriso constrangido.

— Ei, não vá embora! Fique e faça companhia até eu terminar de comer. Fiquei muito interessada em você. — Paula se levantou, rindo, prestes a estender a mão para agarrar o braço dele.

— Desculpe-me, eu tenho namorada. — Eduardo rejeitou a investida sem qualquer rodeio, virou as costas e saiu.

Atrás do biombo vizinho, Norberto removeu os óculos escuros, revelando olhos marejados e tomados por veias vermelhas.

Ele virou o rosto, fixando o olhar nos padrões borrados gravados no biombo. Permaneceu daquele jeito, em uma imobilidade tensa, por muito, muito tempo.

Sua mente havia mergulhado em um branco absoluto.

O homem por quem Tereza era secretamente apaixonada... era ele?

Com as pernas trêmulas e duras, Norberto caminhou para fora da casa de chás. Sob a luz do sol, Eduardo o observava com uma expressão de estupor.

— Diretor Cardoso, o senhor ouviu tudo, não é? Quem diria que a paixão secreta da Dra. Leal seria o próprio senhor. — Vendo que Norberto parecia ter perdido a alma, Eduardo se aproximou para falar.

— Era eu! — murmurou Norberto em voz baixa, soando mais como se falasse consigo mesmo.

Ao seu lado, Eduardo soltou um suspiro profundo, sem saber o que dizer.

O Diretor Cardoso e a Dra. Leal já haviam assinado os papéis do divórcio. Que sentido havia em descobrir a verdade àquela altura?

Daqui para frente, cada um seguiria sua vida, em caminhos separados, buscando a própria paz.

— Vamos voltar para a empresa. — Norberto entrou no carro e apertou a testa com as mãos. Subitamente, lembrou-se da forma como Tereza baixara a cabeça para assinar os papéis do divórcio: rápida, fluida e sem o menor resquício de hesitação, como se estivesse em uma corrida desesperada ao encontro de um novo amor.

Fechou os olhos, e o rosto dela inundou a sua mente. Desde a inocência cativante dos primeiros dias até a serenidade implacável do presente, ele havia testemunhado toda aquela evolução, mas agora sentia como se sempre tivesse sido apenas um espectador distante.

Uma dor surda cravou-se em seu peito, recusando-se a ir embora...

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