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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 497

Jessica Oliveira também olhava para ela, com os olhos cheios de decepção e mágoa: — Como você fez o Alarico entrar no seu quarto? Os de fora podem não saber, mas eu sei muito bem. Naquela noite, o Alarico tomou apenas duas taças de vinho. Como ele poderia ter ficado tão bêbado? Depois, mandei examinarem as taças. O que você colocou na bebida dele?

— Mãe, eu...

— Depois, eu perguntei ao Alarico e ele disse que gostava de você. Não importava o que você fizesse, ele achava que era fruto do seu amor por ele. Aquele tolo... mas o homem que você realmente amava era o Norberto. Talvez Tereza Leal tivesse razão ao questionar que você não amava ninguém, mas sim a vida que a Família Cardoso poderia lhe proporcionar. — Jessica, ao dizer isso, estava completamente decepcionada com Hera Lopes. Tamanha frieza calculista em uma garota que mal havia completado vinte e um anos na época... Saber que Hera já tinha essa malícia dava calafrios.

A garganta de Hera se apertou em um instante, como se estivesse sendo estrangulada, impedindo que qualquer palavra saísse. Ela só conseguia olhar para Jessica com o rosto banhado em lágrimas, implorando perdão com o olhar, mas os olhos de Jessica transbordavam apenas decepção.

— Hera, não é que eu não tenha carinho por você, mas depois de lhe dar todo esse amor, descobri que você estava me traindo. Você sabe o quanto o meu coração dói? Espero que consiga entender os sentimentos de uma mãe protegendo o seu filho. — disse Jessica, que havia se levantado e caminhado até a porta, parando de costas para ela.

Hera perdeu todas as forças e desabou na cama. Um frio percorreu todo o seu corpo, sentindo como se cada um de seus planos do passado estivesse sendo cobrado agora. A dor era insuportável.

Jessica era o seu único pilar na Família Cardoso e, agora, Hera havia partido o coração dela.

O que fazer?

Hera se encolheu na cama, enquanto as lágrimas escorriam silenciosamente pelo seu rosto.

Ela se lembrou de dezoito anos atrás, quando viu Jessica pela primeira vez. Ela era gentil, com os olhos repletos de amor materno, e, ao segurar a sua mão, disse para que não tivesse medo, que de lá em diante poderia chamá-la de mãe e que cuidaria muito bem dela.

Naquela época, ela achava que a Família Cardoso seria o seu lar para sempre, mas agora parecia estar se expulsando daquela casa aos poucos. Só então percebeu que, quanto mais tentava se integrar à família, mais era empurrada para fora.

Já passava das três da madrugada e Jessica não sentia nenhum pingo de sono. Ela se sentou, apoiando-se na cabeceira da cama.

A lua lá fora estava ficando cheia; a noite de lua cheia estava se aproximando. Ela se lembrou do dia em que Alarico estava na empresa. Quando a ambulância chegou, ele já não resistia. Os médicos da empresa fizeram manobras de reanimação de emergência, mas já era tarde demais. A sua partida foi tão repentina e rápida.

A perda do filho mais velho a deixou mergulhada em depressão por muito tempo. Nunca imaginou que veria o próprio filho partir antes dela. Sempre achou que o primogênito tinha uma saúde de ferro, pois os exames anuais nunca apontavam nenhum problema grave. Como poderia ter sofrido um infarto fulminante do nada?

Na época, ela havia questionado o assistente de Alarico. O assistente contou que, na última quinzena, Alarico comentava não estar dormindo bem. Então, passou a correr de manhã, a treinar na academia ao meio-dia e a manter uma dieta leve. A única mudança no estilo de vida era que bebia bastante à noite. O assistente até tentou aconselhá-lo, mas foi em vão.

Naquele momento, Jessica apenas sentiu que o destino era cruel, acreditando que os céus deviam estar com inveja daquele jovem casal feliz e, por isso, decidiram separá-los à força.

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