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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 457

Ela pegou o celular e revisou a conversa recente com Norberto Cardoso. A maior parte das mensagens era dela, perguntando se ele tinha tempo para almoçarem juntos, ou enviando atualizações sobre os exames pré-natais do bebê, além de compartilhar alguns artigos que considerava interessantes. As respostas de Norberto eram distantes e breves. Essa sensação de frieza fez o coração de Hera Lopes despencar.

Fazia uma semana que não o via em particular. Apenas nas reuniões do grupo corporativo ela podia observá-lo chegando apressado, para então se sentar à cabeceira da mesa, com uma expressão severa, e, por vezes, apática.

Do outro lado da longa mesa de conferência, ela o olhava distraída. Ao término da reunião, ele ia embora com passos tão rápidos que ela não conseguia alcançá-lo. Ou, mesmo quando conseguia, parecia não encontrar nenhum assunto para iniciar uma conversa.

Hera não era tola. Suspeitava que Norberto havia traçado uma linha de limite em meio aos rumores e fofocas que circulavam, começando a manter distância dela de forma consciente.

Então, ele não gostava dela? Essa resposta era como uma faca afiada que apunhalava o coração de Hera, causando-lhe uma dor insuportável. Ela se recusava a acreditar naquilo. Não acreditava que Norberto nunca a tivesse amado. Antes, ele sempre cuidara dela com tanto zelo e proteção, mas agora parecia não querer trocar nem mais uma palavra com ela.

Tudo isso seria por causa de Tereza Leal? Ele teria se apaixonado por Tereza ao longo desses sete anos de casamento?

Como isso seria possível? Como ele poderia gostar de uma mulher tão insípida e apática quanto Tereza?

O orgulho de Hera sempre a fizera acreditar que Tereza não passava de uma substituta que Norberto arranjara por falta de opções. Contudo, essa substituta revelara-se muito mais notável do que ela e ele imaginavam. Ao ver Tereza se tornar cada vez mais excelente, Hera sentia o pânico a dominar, temendo que, um dia, Norberto acabasse se rendendo a ela.

Agora, essa sensação de insegurança apenas se espalhava ainda mais. Devido aos conflitos sobre o divórcio envolvendo ela, Norberto estava se distanciando. Mantinham uma distância que os fazia parecer cada vez mais apenas chefe e subordinada, tornando-se cada vez mais estranhos um para o outro.

Ela olhou para o celular em suas mãos, desejando enviar-lhe uma mensagem. Queria dizer que andava dormindo mal ultimamente, às vezes ficando de olhos abertos até o amanhecer, e que essa tormenta era insuportável.

Seus dedos digitaram na caixa de texto, mas logo apagaram tudo. No fim, sem coragem de incomodá-lo tão tarde da noite, ela pousou o aparelho e deitou-se novamente na cama.

O dia logo amanheceu. Durante o café da manhã, Hera recebeu uma ligação de Mafalda Braga, convidando-a para almoçar. Era sábado.

Como também queria se distrair um pouco, Hera aceitou o convite.

Quando ela chegou, Mafalda já estava lá. Tendo acabado de sair de um tratamento estético, a pele de Mafalda estava incrivelmente macia e radiante. Em contraste, o rosto de Hera exibia algumas pequenas manchas, e ela parecia visivelmente abatida.

— Hera, com esses sintomas... por acaso você está grávida? — Os olhos de Mafalda brilharam com uma rápida constatação.

— Queria dar uma olhada em uma loja de artigos para bebês mais tarde. Você vem comigo? — A mão de Hera parou no meio do movimento com o copo; ela não negou, mas abriu um sorriso.

Mafalda sentiu um choque profundo internamente. Isso significava que Hera realmente estava grávida?

De quem era a criança, já estava mais do que óbvio.

— Parabéns! Logo você assumirá um novo papel. — Mafalda ergueu a taça, sorrindo de forma radiante para ela.

Hera apenas sorriu de lábios cerrados, sem demonstrar muito entusiasmo.

Aparentemente, Mafalda estava tranquila, mas por dentro sentia-se profundamente frustrada. Até mesmo a comida que colocava na boca parecia ter perdido o sabor.

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