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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 456

— Posso te emprestar uma quantia. Você assina uma nota promissória com a taxa de juros do banco e quita em até três anos. — Tereza permaneceu em silêncio por um instante antes de falar.

— Quanto? — Os olhos de Ramiro brilharam instantaneamente.

— Trinta milhões.

— Tereza, esses trinta milhões só dão para pagar o banco e os agiotas, mas eu ainda devo o investimento do projeto do Grupo Altus... — O rosto de Ramiro escureceu novamente.

— O projeto do Grupo Altus você resolve por conta própria. — Tereza o interrompeu. — Eu já analisei para você, o projeto é viável, mas você precisa acompanhar tudo de perto e recuperar o dinheiro que falta. Quando o projeto for concluído, não será impossível cobrir esse buraco de cinquenta milhões.

— Tereza, você não poderia me emprestar um pouco mais? Cinquenta milhões. Eu assino a nota promissória e, no dia em que o projeto for pago, eu te devolvo tudo com certeza. — Ramiro olhou para ela, implorando.

— Tudo bem, mas lembre-se de que você terá que assinar uma nota promissória e pagar sem falta. — Tereza sabia que o projeto precisava de capital inicial e ponderou por um instante antes de concordar.

— Certo, certo, eu vou pagar, eu prometo. — Ramiro abriu a boca, hesitou em dizer algo, mas engoliu em seco, acenando freneticamente com a cabeça.

— Espero que você aprenda a lição desta vez. Se continuar querendo resultados rápidos e cobiçando o que não deve, eu nunca mais vou te ajudar. — Tereza suspirou.

— Tereza, eu aprendi, prometo. — Ramiro sentiu que finalmente tinha esperança de continuar vivendo, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Tereza já havia preparado uma nota promissória e a colocou diante dele. Com uma caligrafia elegante, estavam anotados com precisão o valor, os juros e o prazo de pagamento.

Ramiro assinou imediatamente.

Naquele momento, Flávio e Filomena desceram do segundo andar. Ao ver a cena, os olhos de Filomena ficaram vermelhos de raiva.

Flávio também permaneceu em um silêncio angustiado.

— Amanhã, vou transferir o dinheiro para a sua conta. — Tereza afirmou.

— Tereza, obrigado por querer me ajudar desta vez. — Só então Ramiro compreendeu que a família era quem sempre estaria ao seu lado. Quanto aos chamados amigos de farra, fugiam mais rápido que coelhos ao menor sinal de dificuldade.

O motivo de Tereza ajudá-lo era, em parte, o desejo de que a velhice dos pais não fosse perturbada. Os cobradores de dívidas tinham métodos implacáveis para atormentar as pessoas.

Depois de garantir o dinheiro, Ramiro levantou-se e foi embora imediatamente. Estava ansioso para reconquistar Ofélia e, ao mesmo tempo, precisava quitar as dívidas o mais rápido possível. Não queria mais viver cercado de problemas.

— Tereza, graças a você mais uma vez. — Filomena se aproximou e segurou as mãos da filha.

— O meu contrato de recontratação termina no mês que vem, e não pretendo continuar lecionando. — Flávio tomou a palavra. — Conversei com a sua mãe e decidimos nos mudar para um lugar mais perto de você. Assim, vai ser muito mais fácil ajudar a cuidar da Delfina sem precisar fazer essa viagem longa o tempo todo.

Ao ouvir isso, os olhos de Tereza marejaram. Ela, de fato, precisava de ajuda para cuidar da filha.

— Sim, então vamos olhar alguns apartamentos juntos. Eu estou morando no Apartamento Vitalis Futuro agora, mas não posso ficar lá para sempre. Vamos escolher um bom condomínio. — Tereza ainda sentia que morar perto da família trazia um calor mais reconfortante.

— Combinado. Quando você tiver tempo, nós vamos procurar. — Só então um leve sorriso surgiu no rosto de Filomena.

Já eram três da madrugada quando Hera acordou novamente. Ultimamente, a ansiedade a impedia de dormir em paz, o que a fazia suspeitar de um desequilíbrio hormonal causado pela gravidez.

Deitada na cama, ela encarava o teto com as mãos pousadas sobre o ventre. A barriga parecia um pouco mais arredondada, os dois bebês estavam crescendo.

Ela andava pensando muito nos últimos dias. Se agora tinha garantido o seu lugar de forma permanente na Família Cardoso, por que o seu coração parecia tão vazio quanto um poço seco?

Quando chegou à Família Cardoso, o medo tirava o seu sono. Norberto e o seu irmão a acompanhavam até ela adormecer, seguravam a sua mão com firmeza e diziam para ela não ter medo.

E agora? Alarico havia partido. Nunca mais haveria alguém para segurar a sua mão e lhe dar segurança.

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