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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 452

— Isso é você quem deve resolver, não posso decidir por você. Se a cunhada quiser se separar, não adiantará nada esconder a verdade. — Tereza já havia ajudado o irmão várias vezes, mas desta vez ela não queria mais facilitar as coisas. Poderia até lhe emprestar dinheiro para comprar uma nova casa, mas de jeito nenhum o ajudaria a pagar aquela dívida.

— Tereza, ajuda o seu irmão, por favor. Eu não posso vender aquela casa, a Ofélia vai mesmo querer o divórcio.

Tereza não queria ouvir mais nada e desligou o telefone. Quando os conselhos de alguém não surtem efeito, apenas as duras lições da vida conseguem ensinar.

Na manhã seguinte, Tereza recebeu uma ligação de Norberto, dizendo que tinha algo importante para lhe falar. Ele a convidou para encontrá-lo em uma cafeteria em frente à Vitalis Futuro, avisando que já havia chegado ao local.

Tereza conhecia a cafeteria, que ficava do outro lado da grande avenida. De vez em quando, ela pagava o chá da tarde para os colegas e pedia sobremesas de lá.

Tereza não fazia ideia do que Norberto queria conversar, mas decidiu ir até lá para ouvir.

Quando estava prestes a empurrar a porta para entrar, ela notou pelo canto do olho algumas figuras caminhando apressadamente em sua direção. Não deu importância e, assim que a sua mão tocou a maçaneta da porta, alguém a chamou pelo nome:

— É a Sra. Leal, certo?

Tereza se virou e viu três homens parados atrás dela. O homem à frente, que tinha o rosto corpulento, deu de ombros e disse, com um sorriso:

— Olá, Sra. Leal. Você pode não nos conhecer, mas com certeza conhece isto aqui.

Dito isso, o homem tirou um pedaço de papel do bolso e o desdobrou, permitindo que ela visse a caligrafia.

Era uma nota promissória, e no espaço da assinatura estava escrito "Ramiro".

A expressão de Tereza se fechou.

— O seu irmão, Ramiro, nos deve dez milhões. — disse o líder, sorrindo maliciosamente. — Ele nos disse que não tem dinheiro agora, então não tivemos escolha a não ser vir procurar a Sra. Leal. Você certamente não se importaria com um troco desses.

Com uma voz gélida, Tereza olhou fixamente para eles:

— Ele é quem deve dinheiro. Vão procurá-lo. O que eu tenho a ver com isso?

Enquanto falava, o homem estendeu a mão para agarrar o pulso de Tereza, parecendo realmente tratá-la como a pessoa responsável por pagar a dívida.

Instintivamente, Tereza recuou para desviar, mas não conseguiu. A mão do homem era ágil, e no exato momento em que os dedos dele tocaram a manga da roupa dela, duas figuras escuras passaram rapidamente pelo lado, empurrando a mão grande com força bruta.

O líder brutamontes não teve tempo de reagir e recuou vários passos até bater numa bicicleta compartilhada atrás dele. Houve um barulho alto, e ele caiu de costas no chão por cima da bicicleta.

Tereza olhou por cima do ombro e viu dois homens altos, de terno, parados atrás dela. Eram os seguranças de Norberto.

Ao ver a cena, o trio de cobradores mudou drasticamente de expressão e perguntou com raiva:

— Quem são vocês? Não se metam onde não são chamados!

Os seguranças não disseram nada, permanecendo imóveis ali como verdadeiros guardiões. Naquele exato momento, uma figura saiu da cafeteria.

Norberto vestia um casaco cinza escuro naquele dia, segurava um celular e lançou um olhar frio para os três homens, como se estivesse observando lixo sem vida.

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