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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 451

Ramiro assentiu:

— Tudo bem, então pergunte por mim. Eu vou indo.

Ramiro sentia um amargo desconforto no peito.

Tereza observou o carro de seu irmão desaparecer em meio ao trânsito na escuridão da noite, sentindo-se extremamente irritada.

Tereza ligou para Henrique Cardoso. Como ele conhecia o Grupo Altus muito melhor do que ela, ela lhe pediu para investigar o Diretor Cael, do departamento de projetos. Henrique perguntou com preocupação se ela estava enfrentando algum problema, oferecendo a sua ajuda.

Tereza apenas pediu que ele primeiro investigasse a pessoa e lhe desse uma informação precisa. Henrique respondeu afirmativamente.

As notícias de Henrique só chegaram na tarde do dia seguinte.

Tereza tinha acabado de sair de uma reunião e, ao voltar para o escritório, Henrique foi procurá-la.

— O histórico desse tal de Cael foi levantado. Ele deixou o Grupo Altus há seis meses por suspeita de fraude. A auditoria interna do grupo encontrou irregularidades, e ele pediu demissão antes mesmo do fim da investigação. — Henrique puxou uma cadeira, sentou-se e, ao notar a expressão de Tereza, continuou: — Esse Cael também é um sujeito ganancioso. Pouco depois de sair, foi preso pela polícia por causa de um golpe envolvendo contratos externos. O valor envolvido não era grande, mas ele ainda ficou detido por alguns meses. Foi solto no mês passado, o caso ainda está em julgamento, e atualmente ele está em liberdade provisória.

Ao ouvir isso, Tereza percebeu que o seu irmão havia confiado na pessoa errada e que realmente tinha caído em um golpe, perdendo uma enorme quantia.

— Obrigada, essas informações são muito importantes para mim.

Henrique olhou para a testa levemente franzida dela e perguntou, preocupado:

— O que aconteceu? Me conte, talvez eu possa te ajudar.

Tereza ainda não tinha certeza de como falar sobre aquilo no momento:

— Quando eu precisar da sua ajuda, eu te peço. Por enquanto, posso lidar com isso sozinha.

Henrique não insistiu mais. Ele ficou sentado por um momento e depois foi embora.

Tereza ficou em pé de frente para a janela, olhando para o céu cinzento lá fora. As nuvens estavam pesadas, indicando que parecia que ia chover novamente.

— Como eu vou me acalmar? Oitenta milhões! E tem também o empréstimo do banco. Eu coloquei a minha casa como garantia. Como vou pagar tudo isso? Não tem como eu me acalmar!

Com o fone de ouvido Bluetooth conectado, Tereza mantinha os olhos concentrados no trânsito. Esperou o irmão terminar de esbravejar antes de dizer:

— O que você quer fazer? Pagar a dívida com a própria vida? Se você for lá causar problemas, a polícia vai aparecer e quem será preso é você. Neste momento, você é a vítima do golpe e a razão está do seu lado. Se partir para a agressão, você se tornará o criminoso. Pense bem sobre isso.

Do outro lado da linha, ouvia-se a respiração ofegante e pesada de Ramiro.

— Eu sei que você está sofrendo. Oitenta milhões não é pouco dinheiro, para uma pessoa comum seria uma quantia inalcançável por toda a vida. Mas não é a primeira vez que você é enganado. O que você precisa mudar é esse seu defeito de confiar facilmente nos outros. Não conte com a sorte, não fique achando que você é o queridinho de Deus e que a sorte sempre estará ao seu lado.

— Eu sei que errei, com certeza não farei isso de novo. — A voz de Ramiro falhou.

— Você sempre diz que sabe que errou, mas sempre há uma próxima vez. Irmão, explique tudo para a sua esposa. Não dá para esconder. É melhor falar logo. Sobre o empréstimo no banco, tente negociar uma prorrogação. Se não conseguir, venda os seus bens para liquidar a dívida o quanto antes.

— Tereza... — A voz de Ramiro revelava desespero: — Que bens eu vou vender? A não ser que eu venda a casa onde moro. Mas essa é a casa em que eu e a Ofélia fomos morar depois do casamento. Se eu vendê-la, receio que... ela com certeza vai pedir o divórcio.

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