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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 441

Norberto pegou o iPad. A primeira imagem mostrava a entrada do parque de diversões: Tereza estava inclinada amarrando os cadarços de Delfina, Tristan segurava a bolsa dela, Célia carregava Noemi nos braços e uma mulher elegante e intelectual os observava com um sorriso. Era a mãe de Tristan.

A segunda foto era no carrossel. Tereza e Célia estavam com as crianças nos cavalinhos, enquanto Tristan tirava fotos para guardar de lembrança. A mulher madura olhava para Tereza com extrema ternura, num cenário que retratava perfeitamente um passeio em família.

A terceira foto exibia Tereza saindo da montanha-russa e Tristan entregando-lhe uma garrafa d'água. Dava para perceber que ele a abrira antes de entregar. Todos esses pequenos gestos transbordavam afeto e favoritismo. Como homem, como Norberto não perceberia?

Na oitava foto, o grupo caminhava banhado pela luz do sol. Ester Machado e Célia seguiam na frente, de mãos dadas com as crianças, enquanto Tereza e Tristan caminhavam alguns passos atrás, engajados no que parecia ser uma conversa muito alegre.

Norberto fixou os olhos naquela última foto. Aquilo realmente se assemelhava a um casal aproveitando um dia livre com as filhas e os familiares.

Ao lado dele, Eduardo prendia a respiração, sem ousar fazer um ruído sequer. Ele havia olhado as fotos primeiro. Em todas elas, as pessoas irradiavam alegria. A Dra. Leal andava meio cabisbaixa ultimamente, raramente demonstrando uma felicidade tão genuína como a daquele dia.

Uma irritação inexplicável tomou conta do coração de Norberto. Ele jogou o iPad virado para baixo na mesa e fechou os olhos.

— Você também percebeu que a Tereza gosta dele, não é? — perguntou Norberto repentinamente a Eduardo.

Eduardo hesitou por um segundo antes de responder: — Diretor Cardoso, pelo que vejo, parece mais um passeio entre amigos, nada que sugira uma relação mais íntima.

— Ah, é? Explique isso direito — exigiu Norberto, abrindo os olhos e adotando um tom grave.

Eduardo soltou duas risadinhas nervosas: — Se eles realmente fossem um casal, não iriam a um lugar tão exposto. Já teriam arranjado um esconderijo onde ninguém os visse, ou alguma casa afastada da cidade... Cof, cof. O que quero dizer é que, se houvesse algum segredo, eles manteriam as aparências e evitariam serem vistos.

O rosto de Norberto escureceu abruptamente. Esconder-se, evitar serem vistos.

Norberto foi pego de surpresa pela pergunta, demonstrando não ter pensado no motivo.

— Você não tem ouvido os boatos por aí? Dizem que o divórcio aconteceu por causa da minha intimidade com a Hera. Mas a minha relação com a Hera não é de hoje. Suspeito que tenha alguém espalhando fofocas só para me obrigar a assumir a culpa por esse casamento falido — Norberto sentiu o rosto esquentar de uma raiva súbita, o coração ardendo em chamas só de mencionar aquele assunto.

Eduardo piscou os olhos, como se a sua cabeça não conseguisse processar as informações de imediato. Forçou a mente para organizar as ideias e comentou: — O Diretor Cardoso acha que isso é uma armação da Dra. Leal? Que ela quer convencer as pessoas de que o senhor traiu com a Diretora Lopes para justificar o pedido de divórcio?

— A minha relação com a Hera... é puramente de irmãos, coisa de família. Você também está duvidando disso? — Norberto encarou Eduardo firmemente.

Eduardo levou um susto e soltou uma risadinha seca: — Diretor Cardoso, se me permite a ousadia... desde que o filho mais velho da família faleceu, a sua preocupação com a Diretora Lopes realmente aumentou. E... o senhor mesmo pode não perceber como a intimidade entre os dois cresceu, mas, aos olhos de quem vê de fora, o cuidado do senhor com ela realmente ultrapassa as barreiras do parentesco ou da relação entre irmãos.

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