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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 430

— Certo, se não há mais nada a tratar, eu vou indo — disse Tereza, pegando o seu notebook e caminhando em direção à porta.

De repente, Norberto se levantou, deu alguns passos rápidos em direção a ela e a segurou pelo pulso.

A pele dela era fria ao toque, enquanto a palma dele exalava um calor intenso, uma colisão visceral entre duas temperaturas distintas.

— Solte-me — ordenou Tereza, verdadeiramente exausta com a presença dele.

Norberto queria dizer algo, mas as palavras lhe falharam. Sentindo-se como um verdadeiro canalha por segurar o pulso dela daquela forma, apressou-se em soltá-la.

Quando Tereza partiu a passos largos, ele não tentou segui-la desta vez.

Três dias depois, durante uma conferência farmacêutica, Henrique compareceu acompanhado de Tereza. A dupla, elegante e cativante, atraiu os olhares curiosos de muitos dos presentes. Alguns até confundiram Henrique com Norberto, apenas para perceberem, um pouco mais tarde, que a aura ao redor de Norberto seria muito diferente.

Quando alguém se aproximou pela enésima vez com uma taça de vinho na mão para oferecer um brinde, elogiando como eles formavam um belo casal, Tereza não sabia se ria ou chorava. Henrique apenas tocou os lábios com os dedos e sorriu. Ele sequer se deu ao trabalho de corrigir os mal-entendidos, sempre haveria alguém com a visão falha, e ele não desperdiçaria saliva para explicar a mesma coisa repetidas vezes.

Quando as interrupções finalmente cessaram, Tereza recostou-se resignadamente na parede e estudou Henrique com os seus olhos brilhantes.

Sob aquele olhar escrutinador, o coração de Henrique acelerou sem motivo aparente, e as pontas de suas orelhas ganharam uma coloração avermelhada discreta.

— O que a Dra. Leal está observando? — indagou Henrique, sustentando o contato visual de forma firme com os seus olhos escuros, apesar de sentir-se um pouco tímido sob o escrutínio dela.

— Por que parou de me chamar de Tereza? — perguntou ela com um sorriso, surpreendida por um breve instante.

— Você ainda é a minha Tereza? — O olhar de Henrique ganhou um tom sutilmente sugestivo.

A expressão de Tereza congelou, e os seus olhos límpidos piscaram algumas vezes.

— A Dra. Leal vai colocar todos os membros da Família Cardoso no mesmo saco? — Henrique adotou uma expressão dramática de mágoa e injustiça. — Isso é cruel demais.

Tereza lançou-lhe um olhar que dizia “entenda como quiser”, e virou as costas para caminhar em direção a um velho médico de sua convivência.

Ao perceber que o velho colega de profissão já estava ocupado conversando com outro grupo de pessoas, ela parou no meio do caminho, decidindo dar meia-volta para trocar a sua bebida.

— Olá, Sra. Cardoso, eu sou a Geovana Pires, a pessoa que entrou em contato com você alguns dias atrás — apresentou-se uma mulher deslumbrante vestindo um terninho branco, que se aproximou e parou ao seu lado naquele exato instante.

Tereza ergueu a cabeça e a encarou com espanto, parecendo não conseguir puxar o rosto pela memória.

— Olá! — respondeu Tereza com educação.

— Naquela noite, eu lhe mandei um pedido de desculpas e você não me respondeu. Isso não saiu da minha cabeça desde então — confessou Geovana, inclinando-se ligeiramente na direção dela.

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