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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 425

— Não, foi apenas uma coincidência. Vou te levar lá embaixo para falar com a mamãe agora, está bem? — respondeu Norberto, forçando um sorriso.

— Eba! Mas por que a mamãe está jantando com o Sr. Guedes? Eles vão conversar sobre o trabalho? — A cabecinha de Delfina ainda era incapaz de compreender a complexidade das relações adultas, o que a levava a suposições inocentes.

— É, talvez seja isso — murmurou Norberto, assentindo de forma pensativa.

— Mamãe! — exclamou Delfina, desvencilhando-se da mão do pai e correndo feliz na direção de Tereza.

Tereza discutia os pratos do restaurante com Tristan quando uma voz familiar a surpreendeu. Ao virar a cabeça, deparou-se com a filha correndo alegremente ao seu encontro.

— Delfina, o que faz aqui? — surpreendeu-se Tereza, logo antes de avistar Norberto de pé perto da escada, com os braços cruzados.

— Mamãe, você e o Sr. Guedes estão resolvendo algum negócio? — perguntou Delfina, curiosa, antes de se virar e cumprimentar Tristan: — Olá, Sr. Guedes!

— Delfina, já jantou? Gostaria de comer com a gente? — sorriu Tristan para a menina, tendo também notado a presença de Norberto não muito longe dali.

— Eu não quero atrapalhar os negócios de vocês. Mas eu queria que a mamãe me levasse ao banheiro — recusou Delfina, balançando a cabeça após olhar para trás na direção de Norberto.

— Claro, meu amor, a mamãe te leva — respondeu Tereza, levantando-se de imediato.

Assim que Tereza se afastou conduzindo a filha rumo ao banheiro, Norberto finalmente marchou em direção à mesa.

Ao vê-lo se aproximar, a expressão de Tristan tornou-se levemente desconfortável. Ele desconhecia completamente o divórcio de Tereza e Norberto, acreditando ainda que ele fosse o marido legítimo. Ser flagrado naquela situação inevitavelmente lhe causou certo peso na consciência.

— Ela já lhe contou tudo? — Essa foi a primeira e desconcertante pergunta de Norberto ao chegar à mesa.

O rosto belo de Tristan foi tomado por pura confusão. Antes mesmo que pudesse questionar o significado daquelas palavras...

— Assinou o acordo de divórcio de manhã e já está jantando à luz de velas com um antigo amante à noite. Pelo visto, ela sabe administrar o pouco tempo que tem com uma clareza invejável — soltou Norberto com um riso sarcástico.

— Ah... Vocês se divorciaram? — chocou-se Tristan, que até um segundo atrás sentia-se culpado, perplexo com a resposta entregue de bandeja por Norberto.

— Quão mais tarde? — quis saber Norberto.

— Não sei — retrucou Tereza, sem o menor interesse em dar explicações.

— Delfina tem aula amanhã. Não é bom que ela fique acordada até tarde — argumentou Norberto, lançando um olhar para a filha.

— Não precisa me lembrar, eu sei disso — rebateu ela secamente, antes de dar as costas e retornar ao seu lugar à mesa.

Sem alternativa, Norberto conduziu a filha de volta à sala privativa no segundo andar, afogado em um desânimo sombrio.

— O que houve? Aconteceu alguma coisa para deixá-lo tão animado? — indagou Tereza, curiosa, assim que se sentou e percebeu que Tristan lutava para conter um sorriso.

— Viemos os dois dirigindo. Caso contrário, esta seria a ocasião perfeita para brindarmos com uma taça de vinho — comentou Tristan erguendo sua xícara de chá, com um brilho de diversão nos olhos escuros, embora tenha optado por não revelar o motivo de sua alegria.

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