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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 424

Tereza conversava com Tristan, estampando um sorriso radiante. Não se sabia qual era o tema, mas ela cobria levemente o canto dos lábios com a mão, rindo de cabeça baixa, exibindo uma postura quase tímida.

O coração de Norberto pareceu ter sido transpassado por uma agulha. Não era apenas um desconforto, era dor pura.

Naquele mesmo dia, ao meio-dia, ele a convidara para jantar fora com Delfina, mas ela alegara que precisava fazer hora extra, que o projeto da Rosh exigia urgência.

Agora estava claro que toda aquela urgência não passava de uma desculpa. A tal hora extra era apenas um meio de garantir que o seu encontro noturno com Tristan não sofresse interrupções.

Norberto apertou a filha em seus braços, seus olhos escuros assumindo uma tonalidade gélida. Eduardo, dotado de grande perspicácia, percebeu de imediato a mudança no humor do chefe. Ele varreu o ambiente com os olhos e, como esperado, encontrou Tereza acomodada perto da janela.

Sentado à frente dela estava um jovem de feições belas e aura gentil, e ambos pareciam desfrutar imensamente da companhia um do outro.

O coração de Eduardo deu um solavanco. Ferrou. Chegamos ao campo de batalha.

— Diretor Cardoso, sinta-se à vontade para pedir o que a Sra. Delfina gosta de comer — sugeriu Eduardo ao entregar o cardápio, após entrarem na sala privativa.

Norberto encarou o cardápio, mas as letras formavam um borrão indecifrável diante de seus olhos. Sua mente era incapaz de se concentrar.

No passado, ele já vira Tereza fazendo refeições com outros homens. Às vezes, ela se encontrava a sós com indivíduos do sexo oposto, mas nenhuma daquelas ocasiões lhe causara um impacto tão devastador quanto hoje. Pairava a sensação avassaladora de que os laços entre ele e Tereza haviam sido cortados de vez. Ele sentiu que perdera até mesmo o direito de sentir ciúmes.

Ao seu lado, Delfina tagarelava animada, esticando a cabecinha e usando as mãos miúdas para ajudar a folhear o menu.

— Eduardo, ajude Delfina a escolher. Eu vou ao banheiro num instante — disse Norberto, com a mente dispersa e totalmente dominada pela cena que acabara de testemunhar.

O verdadeiro dono do controle nunca foi ele, mas sim aquela que havia se doado. Somente ela tinha o direito de dizer basta.

Norberto fitou o homem desolado no espelho. Um turbilhão de emoções inéditas tomou conta de sua mente, escanteando de vez sua razão e frieza.

Ele se endireitou e retornou à área do restaurante. Coincidentemente, Delfina também disse que precisava ir ao banheiro. Norberto segurou a mãozinha da filha e a guiou para fora.

— Delfina, sua mamãe está ali. Você pode pedir para ela te levar ao banheiro? Para o papai é um pouco complicado — orientou Norberto, apontando em direção à mesa perto da janela.

Os olhos escuros de Delfina brilharam de alegria instantânea. — Papai, a mamãe e o Sr. Guedes estão jantando aqui! Vocês combinaram de se encontrar? — perguntou ela, radiante.

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