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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 401

Tereza Leal abriu os olhos, desorientada. Assim que se acostumou com o ambiente, percebeu que estava encostada no ombro de Norberto Cardoso. Ela rapidamente se endireitou, abriu a porta e desceu do carro.

Os lábios finos de Norberto se curvaram em um leve sorriso, e logo em seguida ele também desceu do veículo.

Naquele momento, todos voltavam ao hotel com um único objetivo: tomar um banho e vestir uma roupa adequada para o jantar daquela noite.

Ao voltar para o quarto, Tereza abriu a mala. Como havia se preparado às pressas, não trouxera vestidos de gala, apenas roupas de trabalho. Escolheu uma blusa em tom champanhe e uma saia de veludo preto na altura dos joelhos. Prendeu os cabelos longos em um coque e, após lavar o rosto, fez uma maquiagem leve.

Quando desceu, encontrou Henrique Cardoso por acaso. Ele vestia um terno azul-marinho, exalando um charme inegável. Ao ver Tereza, seus olhos brilharam, e ele elogiou:

— Nossa deusa da tecnologia é realmente deslumbrante no quesito beleza.

Tereza já tinha ouvido seus elogios sobre sua aparência mais de uma vez e não lhes deu muita importância, respondendo com bom humor:

— Claro que sim. A beleza é a menos importante das minhas muitas qualidades.

— Dra. Leal, você realmente não tem um pingo de modéstia — brincou Henrique.

— Se as pessoas fazem questão de me elogiar, ser modesta pareceria falsidade da minha parte — respondeu Tereza, também com um sorriso.

Os dois continuaram conversando descontraidamente em frente ao elevador, até que uma tosse contida soou atrás deles.

Ao se virarem, depararam-se com uma figura alta já posicionada sobre o carpete silencioso e refinado. Era Norberto, que já havia trocado de roupa e usava um terno preto.

Ao ouvir a brincadeira entre os dois, o semblante de Norberto escureceu levemente. Por que aquilo soava como um flerte? Seria apenas impressão sua?

Com a chegada dele, Tereza e Henrique assumiram uma postura séria em um instante.

— Dra. Leal, a Rosh está muito ansiosa para colaborar com você. A senhora é uma pesquisadora excepcional — disse o executivo de cabelos prateados da Alemanha, erguendo a taça diante da farta mesa de jantar.

— Obrigada, eu também estou ansiosa por isso — disse Tereza, sorrindo e brindando com ele.

— Diretor Cardoso, a sua esposa é formidável — comentou o senhor de cabelos prateados, olhando para Norberto com um sorriso radiante.

— Sim, ela é a melhor — concordou Norberto com um aceno de cabeça, olhando para Tereza com um sorriso nos olhos.

Ao ouvir isso, Tereza abaixou a cabeça e apertou a taça de vinho entre os dedos, sem olhar para ele.

Após o término do jantar e a dispersão dos convidados, Tereza sentiu vontade de caminhar perto do lago no andar de baixo. Ela havia bebido um pouco de vinho, sua cabeça girava levemente e seu rosto estava quente, queria sentir a brisa fria da noite.

Quando desceu as escadas, Tereza chamou uma de suas subordinadas para acompanhá-la. No entanto, assim que saíram do elevador, as portas do elevador ao lado se abriram, e Norberto saiu de dentro.

— Diretor Cardoso... — cumprimentou a funcionária assim que o viu. Em seguida, ela sorriu e acrescentou: — Dra. Leal, não vou atrapalhar o momento do casal. Vou voltar para o hotel.

— Tereza, nós... realmente chegamos ao ponto de sermos tão estranhos a ponto de não trocarmos nem uma saudação? — perguntou Norberto, quebrando o silêncio de repente.

— Sim — respondeu Tereza, com uma frieza cortante.

— Com o que exatamente você está tão irritada? Podemos conversar? — indagou Norberto, parando subitamente de andar e fitando a silhueta gélida dela.

— Não quero conversar — disse Tereza, parando e virando-se para encará-lo.

Norberto ficou sem palavras. Ele esperava que ela despejasse de uma vez todas as suas falhas e o acusasse. Talvez, ser duramente repreendido por ela fosse melhor do que enfrentar aquela expressão de pura indiferença.

— Me desculpe. Naquele dia, no escritório, eu não deveria ter falado daquele jeito sobre você e o Henrique...

— Eu não dei importância a isso — interrompeu Tereza.

Norberto analisou minuciosamente a expressão dela e notou que seu rosto estava sereno, como se ela realmente não guardasse nenhum ressentimento.

— Quem é aquele homem sobre quem você escreveu no seu diário? Podemos falar sobre ele? — disparou Norberto, aumentando o tom de voz repentinamente, movido por um impulso inexplicável.

A brisa noturna varreu a superfície do lago, balançando os fios finos de cabelo perto da orelha de Tereza. Ela permaneceu parada e virou a cabeça. Com o vento agitando os cabelos em sua testa, ela o encarou, com os olhos parecendo cobertos por uma camada de gelo.

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