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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 399

Somente então Jessica revelou sua localização.

Cerca de meia hora depois, Norberto apareceu na clínica de estética de luxo onde Jessica estava. Na sala de espera VIP, ele avistou a mãe que acabara de passar por um tratamento facial. Jessica fora uma beldade incomparável em sua juventude, e o tempo parecia não ter deixado grandes marcas em seu rosto. Sentada ao lado de Norberto, ela parecia mais ser sua irmã mais velha.

As pessoas ao redor, com palavras doces, a enchiam de elogios, deixando Jessica radiante. Ela segurava um espelho, inspecionando o próprio rosto sem parar, e não se cansava de admirar sua beleza atemporal.

Norberto sentou-se ao lado dela, com uma feição impassível. Parecia já estar mais do que acostumado com aquele narcisismo da mãe. Além disso, ele sabia que ela ansiava por um segundo amor na vida, mas, devido à velha matriarca da família, Jessica vinha reprimindo incessantemente os próprios desejos românticos.

— Diga logo, que assunto tão importante é esse que você teve que vir falar pessoalmente? — Jessica estendeu a mão para pegar sua xícara de café morno e deu um pequeno gole.

Norberto ergueu os olhos e fitou a mãe. O pomo de adão subiu e desceu antes que ele começasse a falar em um tom grave: — Mãe, isso que eu vou contar, estou dizendo apenas para você. Por enquanto, não comente nada com a avó nem com pessoas de fora.

Jessica olhou para ele, abaixando lentamente a xícara de café. — O que foi?

Norberto abaixou a cabeça, entrelaçando os dedos. Após dois segundos de silêncio, revelou: — A Hera está grávida.

Jessica ficou paralisada instantaneamente. Em seguida, foi possível ver a tristeza tomar conta do seu semblante, sem qualquer traço de alegria ou preocupação, apenas amargura ao falar: — Grávida tão rápido assim? Faz tão pouco tempo que o Alarico nos deixou... Ela já está planejando recomeçar a vida?

— Mãe. — Norberto percebeu a decepção nas palavras dela. — Os filhos são do meu irmão.

A expressão de Jessica petrificou-se de imediato. Olhando chocada para Norberto, sua voz tremeu: — O que você disse?

Foi então que Norberto relatou detalhadamente tudo o que sabia e tudo o que havia investigado sobre o assunto.

Ao ouvir tudo, o rosto de Jessica ficou banhado em lágrimas e ela não conseguiu proferir uma única palavra. Estava em estado de choque e demasiadamente emocionada. Cobriu o rosto com as mãos, rompendo em prantos. — É verdade mesmo? São os filhos do Alarico? Norberto, você não está mentindo para mim, está?

Observando a mãe chorar de alegria, Norberto manteve o tom de voz ponderado. — Claro que não. Mas o tempo de transferência do embrião ainda é curto e o corpo de Hera está um pouco debilitado. Para garantir uma gestação segura desses dois bebês, é preciso ter cuidado redobrado. Para protegê-los, Hera ocultou a notícia temporariamente e não contou a mais ninguém.

Na sala de espera VIP, Jessica continuava a soluçar, mas seu rosto transbordava felicidade. Jamais imaginou que o destino pudesse lhe dar uma surpresa daquelas. Seria aquilo uma recompensa?

— Que maravilha, isso é simplesmente maravilhoso. O Alarico ainda tem filhos! O meu pobre filho deixou descendentes neste mundo. — Emocionada, Jessica agarrou o braço de Norberto, e as lágrimas começaram a cair de forma ainda mais descontrolada. — Norberto, onde está a Hera? Onde ela está? Está tudo bem com ela? Os bebês vão resistir?

— Hmph, não a trate como se fosse tão ingênua. A Tereza só não é chegada a fofocas, mas aposto que a cabeça dela lê tudo de forma bem cristalina. — Jessica soltou um pequeno bufo de escárnio, sem acreditar naquilo de jeito nenhum.

Uma ponta de inquietação perpassou o coração de Norberto. Ultimamente, o comportamento de Tereza com ele tinha ficado ainda mais frio, como se ele fosse apenas um completo estranho. Ela nunca puxava conversa se não fosse absolutamente necessário.

— Norberto, não me leve a mal por ser tão direta, mas a Hera está carregando os filhos do Alarico. Se ela der à luz bebês saudáveis, eles serão o sangue e a carne da Família Cardoso, o que faz dela uma verdadeira heroína para nós. E eu não vou permitir, sob nenhuma circunstância, que alguém faça mal a ela ou às crianças. — O rosto de Jessica assumiu um ar sombrio, com cada uma de suas palavras impregnada de desconfiança em relação a Tereza.

As sobrancelhas de Norberto se franziram pesadamente. Vendo a expressão de pura vigilância da mãe, retrucou em um tom severo: — Mãe, a Tereza não faria nada de mal. Fique sossegada.

— Não é que eu não acredite nela, o ponto é que a filha dela, a Delfina, tem uma cardiopatia congênita. Se a Hera tiver crianças totalmente saudáveis, duvido muito que a Tereza aceite isso bem intimamente. Talvez ela não diga nada da boca para fora, mas quando o assunto chega nos interesses financeiros...

— Mãe, não há razão para você duvidar do caráter da Tereza. Ela definitivamente não guardaria rancor contra duas crianças que nem sequer nasceram. — Norberto odiava quando sua mãe questionava Tereza daquela forma, aquilo o fazia sentir que a família estava beirando uma ruptura completa, o que lhe causava grande desconforto.

— Sim, sim, sim. Você que continue acreditando nela, então. De qualquer forma, não estou feliz com a presença dela no momento. Manter a guarda alta em relação a ela é o que me traz tranquilidade. — Chegando naquele ponto e percebendo que o rosto do filho já se tornara ríspido, Jessica apressou-se em mudar de assunto. — Está bem, finja que eu não disse nada. Me leve logo para ver a Hera, eu mal posso esperar.

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