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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 384

Filomena saiu para recebê-las e, ao ver a neta, seus olhos se fecharam em um sorriso radiante.

— Meu amor, a vovó sentiu tanto a sua falta! Venha, dê um abraço na vovó.

Delfina atirou-se nos braços de Filomena, abraçando seu pescoço com manha. Observando a cena, Tereza sentiu o coração leve.

Aquele meio-dia comum, cercada por uma família calorosa e amorosa, talvez aquela fosse a materialização perfeita da felicidade.

Foi nesse instante que o celular tocou.

Tereza olhou para a tela, era o advogado, Raul.

— Mãe, olha ela um pouquinho, vou atender a uma ligação.

Tereza afastou-se propositalmente.

— Sr. Raul.

A voz de Raul soou do outro lado, mais grave que o habitual.

— Dra. Leal, temos resultados.

— O que você descobriu? — Os dedos de Tereza apertaram o aparelho de imediato.

Raul explicou.

— Hoje, por volta das oito e meia da manhã, Hera Lopes deu entrada na emergência do hospital central, o mais próximo do apartamento dela.

Ele fez uma pausa e acrescentou.

— Pedi ao meu assistente que ficasse de plantão por lá nestes dois dias, e ele conseguiu fotografar isso.

Logo em seguida, Raul enviou algumas fotos.

Tereza virou o celular na horizontal. Na primeira foto, em frente ao hospital, Norberto corria em direção à sala de reanimação com Hera nos braços. Ela estava pálida como cera e com os olhos fechados, recostada no peito dele.

Ao ver a imagem, Tereza entendeu instantaneamente o motivo do atraso de Norberto. Mais uma vez, algo havia acontecido com sua preciosa irmãzinha de criação.

Na segunda foto, do lado de fora da emergência, Norberto estava de pé, com a expressão tensa, exatamente como um marido aflito pela esposa.

Na terceira, Hera era transferida para o quarto, e Norberto ajudava a empurrar a maca, com os olhos fixos na mulher inconsciente.

— Agradeço o esforço, Sr. Raul. Essas fotos serão fundamentais para a ação de divórcio. — Tereza disse, grata.

A voz de Raul carregou um traço de pena.

— Meu assistente confirmou: Hera está grávida.

Tereza fechou os olhos. Suspeitar era uma coisa, ter a confirmação era outra completamente diferente.

— Vamos embora, de volta à empresa. — Norberto fechou a janela, e Eduardo fez o retorno ali mesmo.

Quando Tereza voltou à sala de jantar, Filomena já estava servindo sopa para Delfina. Ao notar a filha, lançou-lhe um olhar carregado de preocupação.

Tereza apenas se aproximou de Delfina e justificou.

— O papai teve um imprevisto e não vai poder vir, vamos comer nós três.

Delfina soltou um muxoxo, murmurando baixinho.

— O trabalho do papai é tão ocupado assim? Não tem tempo nem para almoçar.

Vendo a decepção no rosto da filha, Tereza pensou em dizer algo, mas acabou se calando no fim.

Após o almoço, Flávio levou Delfina para brincar no parquinho perto da escola, enquanto Tereza ficou sentada no quintal. O celular apitou com novas mensagens.

Raul trazia atualizações.

— Descobri quem é a médica da obstetrícia do hospital central. O nome dela é Alice Barbosa, uma especialista muito renomada. Foi ela quem atendeu a Hera.

— O registro de internação indica ameaça de aborto, exigindo repouso absoluto.

— O quarto fica no sexto andar, número 607, uma suíte luxuosa.

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