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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 368

— Você veio até mim agora só para brigar? — Norberto ficou um pouco sem palavras. Tereza nunca gostou de discutir antes. Ela sempre foi educada e quieta, e mesmo quando ele a irritava, ela apenas dava um olhar furioso e ia embora.

Mas hoje, a discussão estava intensa.

— E eu não posso brigar com você? — Tereza lançou-lhe um olhar frio: — Se não fosse pela Delfina, eu sequer olharia para a sua cara.

Norberto não esperava ouvir palavras tão cruéis depois de tantos anos de casados.

— Se não olharia para a minha cara, como teve a audácia de se casar comigo naquela época? Tereza, você é bem ambiciosa. — Norberto também estava cego de raiva. Ele costumava desdenhar dessas palavras cheias de sarcasmo, pois acreditava que um homem de classe e compostura jamais usaria esse tipo de tom.

— Não me importo mais com o que você diz, Norberto. Talvez... eu só consiga falar bem com você se te tratar como um estranho. — Tereza abaixou a cabeça e sorriu, como se zombasse de si mesma.

— Estranho? Quão estranho? Um estranho com quem você dormiu por sete anos? Você deve estar brincando. — Norberto sentiu uma aversão inexplicável pela atitude de Tereza naquele momento. Era como se, bastando virar as costas, uma vida inteira ficasse para trás, e ela desaparecesse na multidão. Embora fosse uma sensação bizarra, ele no fundo detestava aquilo.

— Podemos dormir juntos por sete anos e ainda assim não sermos íntimos. Você já reparou onde eu tenho uma pinta no corpo? — Tereza perguntou-lhe de repente.

O olhar de Norberto estagnou e, em seguida, seus olhos pousaram sobre o corpo de Tereza, como se tentasse recordar de algo.

Ao vê-lo mudo, Tereza riu de repente. Aquela sensação de estar no auge da dor, mas ainda assim achar a situação cômica, a fez rir até chorar.

— Não tente arrumar assunto para brigar, não faz sentido. — Norberto leu os pensamentos de Tereza. Ele sentiu um cansaço súbito, levantou-se com as mãos nos bolsos da calça e olhou para o sol brilhante lá fora: — Tereza, eu considero você uma esposa muito qualificada. Exceto por não ser apaixonada o suficiente, você é perfeita e impecável. Então, estava pensando que, como você é uma pessoa tão boa por natureza, deveria ser feliz, quer se case comigo ou com qualquer outro.

Tereza ficou chocada ao ouvir aquelas palavras.

Essas eram coisas que Norberto deveria estar dizendo?

— Uma boa mulher nunca consegue se casar com um bom homem, parece brincadeira do destino. Eu aceito a minha derrota. — Tereza, é claro, sabia que era uma boa mulher. Pelo menos, ela era fiel, dedicava-se inteiramente à família, lutava pela carreira e se esforçava para brilhar ao lado dele.

— Então, aos seus olhos, eu sou o vilão? — Norberto ergueu uma sobrancelha e sorriu de forma evasiva.

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