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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 367

Tereza tentou dizer algo, mas as lágrimas voltaram a escorrer de seus olhos. Após limpá-las suavemente com as costas da mão, percebeu que a amargura em seu peito parecia não ter fim.

Só naquele momento Tereza se deu conta de que todo o sentimento e a dedicação que havia cultivado naqueles anos não valiam absolutamente nada aos olhos de Norberto.

Se fosse diferente, como ele poderia lhe fazer uma pergunta daquelas?

Era como se todo o tempo, o esforço e o companheirismo que ela entregara no papel de esposa tivessem sido movidos por mero interesse calculista.

A alma de Tereza doía ao extremo. Ela queria chorar, mas as lágrimas teimavam em não cair, deixando apenas que ela encarasse o marido com profunda decepção.

Sob aquele olhar, o coração de Norberto se apertou. Os olhos dela pareciam carregar um misto sutil de tristeza e ressentimento.

— Se você não quer me dizer, finja que eu não perguntei — Dito isso, Norberto deu um sorriso cínico, como se já soubesse a resposta. — Quando se casa com alguém, sempre há algum interesse. Fosse por status ou dinheiro, agora você pode dizer que conseguiu o que queria.

— Sim — a voz de Tereza ecoou muito fraca. — Eu me casei por status e por dinheiro, e consegui exatamente tudo o que almejava. Norberto, agradeço por todas as oportunidades e pela ajuda que você me proporcionou nesses sete anos. Você foi um chefe excelente.

O coração de Norberto sentiu como se tivesse sido subitamente apunhalado duas vezes. Estreitando levemente os olhos, ele ficou ali parado, cravando o olhar em Tereza sem se mover.

— Um chefe excelente? Então eu não passei de um parceiro defeituoso. Entendi. Eu aceito esse resultado — Embora suas palavras falassem em aceitação, seu semblante esfriara de maneira notável.

Tereza não tinha mais disposição para massagear o ego dele, mantendo o rosto abaixado.

— Eu não sei qual é a dinâmica dos outros casais, mas eu sempre acreditei que nossos últimos sete anos tinham sido bem harmoniosos, não é? — Obviamente, Norberto ainda não havia engolido aquele veredito e acabou falando mais do que deveria.

Tereza levantou a cabeça e lhe dirigiu apenas um sorriso carregado de desdém.

Tereza deu um leve sorriso: — Não é nada. Apenas achei que o Diretor Cardoso está um pouco diferente hoje.

Norberto sentiu um aperto surdo no peito e indagou: — Diferente como?

— Aprendeu a abrir a boca de repente — respondeu Tereza em um tom impassível.

Norberto: — ???

Naquele instante, a brisa vinda da janela agitava as cortinas, e a luz do sol começava a iluminar fortemente o cômodo. Talvez a raiva tivesse exaurido suas energias, pois Tereza, contemplando aquela cena, sentiu-se vagamente transportada a uma manhã qualquer de um passado distante.

Norberto observou as luzes e sombras dançarem sobre a silhueta de Tereza antes de serem varridas pelo farfalhar da cortina. O rosto alvo dela pareceu submerso em uma momentânea neblina de confusão, mas logo os olhos da mulher recuperaram sua fria nitidez.

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