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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 345

Somente na quarta tentativa, ainda sem resposta, Hera fechou os olhos e recostou-se no assento.

Em sua mente, começaram a surgir imagens que ela não queria imaginar.

Tereza estava deitada ao lado dele, e os dois se entregavam à mais ardente paixão de um casal. Por isso Norberto não estava atendendo o telefone.

O fato de Tereza ter vindo relaxar na Suíça, na verdade, fora uma manobra intencional para atrair Norberto até lá.

Naquele ambiente pitoresco e relaxante, os sentimentos entre Norberto e ela floresceriam naturalmente. No fim, as feridas do casamento seriam curadas, e quando voltassem ao país, voltariam a ser o casal perfeito aos olhos de todos. Enquanto isso, Hera não seria capaz de levantar sequer uma onda; seria apenas uma brisa passageira que soprava ao longe, completamente irrelevante.

Hera estava prestes a enlouquecer. Ela queria fumar, queria beber, mas seu corpo atual não permitia mais isso. Precisava dar à luz bebês saudáveis; somente assim conseguiria fazer com que Tereza sentisse inveja novamente.

Manhã seguinte!

A luz do sol matinal iluminava a sala da suíte do hotel.

No sofá, Norberto foi acordado pelo brilho intenso do sol. Com a boca seca, massageava a cabeça dolorida.

Eduardo, que dormia ali perto, acordou no susto. Ao vê-lo se levantar, perguntou: — Diretor Cardoso, está com dor de cabeça? Trouxe um remédio para ressaca, vou lhe dar um comprimido.

— Sim, por favor. — Norberto esfregou as têmporas e caminhou para o banheiro.

Pouco depois, saiu do banho e Eduardo lhe entregou o comprimido para aliviar a dor de cabeça.

Norberto encontrou o celular perto do sofá, destravou a tela e deu uma olhada.

Dezessete chamadas perdidas; seis delas eram de Hera.

Havia também duas mensagens de texto, igualmente de Hera.

A primeira perguntava por que ele não estava atendendo o telefone, e a segunda queria saber quando ele retornaria.

Norberto digitou uma resposta curta, dizendo apenas que voltaria em dois dias. Como não houve réplica imediata de Hera, ele franziu a testa, sem saber qual era a situação dela naquele momento.

Naquele instante, Hera ainda estava voando a milhares de metros de altitude, e seu celular permanecia desligado.

Por volta das oito da manhã, Norberto ouviu batidas na porta. Era Delfina, que viera chamá-lo para tomar o café da manhã.

Norberto olhou para a filha com ternura: — A mamãe já comeu?

— A mamãe ainda não comeu, mas ela disse para você me levar. Ela quer dormir mais um pouquinho.

Norberto assentiu e levou a filha até o restaurante para o café.

Os olhos de Norberto escureceram, mas ele forçou um sorriso para a filha: — Coma.

Terminando a refeição, Norberto levou Delfina para o quarto de Tereza. Ela havia acabado de se levantar e vestia roupas casuais, com um ar preguiçoso e relaxado.

— Tereza, deixo a Delfina aos seus cuidados. Houve um imprevisto com o grupo e eu preciso voltar ao país imediatamente. — Disse Norberto.

Tereza, na verdade, já havia recebido uma notificação interna da empresa e sabia que era um problema de grandes proporções.

— Entendido. — Tereza disse isso e segurou a mãozinha da filha: — Dê tchau para o papai.

Norberto a viu se despedir com tanta rapidez e fechar a porta no segundo seguinte.

O incômodo no peito de Norberto começou a se expandir.

No caminho para o aeroporto, Norberto não conseguia deixar de pensar: se ele voltasse para casa agora, estaria deixando o caminho livre para Tereza e Tristan aprofundarem a relação?

Norberto dirigiu-se a Eduardo: — Encontre alguém aqui para ficar de olho na Tereza. Se houver qualquer comportamento suspeito, reúna provas.

Eduardo assentiu com a cabeça.

Tereza e Célia também compraram passagens para a França. Antes de deixar a Suíça, Célia soube que Tristan já havia voltado ao país para trabalhar. Os quatro dias de férias haviam chegado ao fim.

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