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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 344

— Vou me lembrar das suas cobranças, Diretor Cardoso, mas eu também gostaria de lhe perguntar: nestes sete anos, você alguma vez perguntou se ela estava feliz?

Norberto ficou atônito.

Tristan continuou através do telefone: — Como marido dela, se você tivesse dado a ela carinho, segurança e amor suficientes, como alguém de fora teria a chance de convidá-la para sair? Diretor Cardoso, às vezes não se deve procurar os problemas apenas nos outros. Você também tem a sua parcela de culpa.

— Você está querendo me dar uma lição? — Norberto cuspiu as palavras, com frieza.

— Não ousaria, estou apenas te dando um aviso. — Tristan respondeu.

— Aceito o seu aviso. — Norberto disse e, em seguida, desligou.

Eduardo observou a expressão cada vez mais frustrada de Norberto, tendo a impressão de que o Diretor Cardoso também havia perdido a discussão com o Sr. Guedes. O que estava acontecendo?

Norberto virou-se para Eduardo e disse: — Venha tomar uns drinques comigo.

Eduardo assentiu: — Claro!

Uma emoção desconhecida tomou conta do coração de Norberto. Enquanto encarava as bolhas subindo no copo, percebeu que aquilo era o resultado de uma possessividade extrema.

Ele sabia muito bem que, naqueles sete anos, o que sentia por Tereza era, na maior parte, puro hábito.

Havia se acostumado a tê-la girando em torno dele como uma esposa submissa, a vê-la transformar a Apex na empresa líder do setor farmacêutico sem nenhum obstáculo, e a recebê-la cuidando das crianças enquanto também lhe dava atenção como marido.

Agora, quando Tereza parou de fazer tudo isso, o costume de Norberto também foi cortado de forma abrupta. As pessoas são moldadas pelo ambiente, e a perda dessa rotina deixou Norberto inexplicavelmente incomodado e irritado.

Sete anos, um hábito cultivado por sete anos inteiros, havia desaparecido da noite para o dia.

— Diretor Cardoso, beba menos, não vá ficar bêbado. A Sra. Delfina ainda pode querer brincar com o senhor daqui a pouco. — Vendo Norberto virar um copo após o outro, Eduardo interveio no momento certo, usando Delfina como argumento.

E, como esperado, apenas a filha era capaz de fazer Norberto parar com aquela loucura. Ele apertou o copo, deu pequenas batidas na mesa e disse: — Vá pagar a conta. Estou cansado.

Eduardo pagou a conta imediatamente e acompanhou Norberto até o quarto. De fato, a pequena cabeça de Delfina espiou de dentro do quarto de Tereza.

Ao ver a figura de Norberto, ela correu alegremente em sua direção: — Papai, você foi beber de novo? Que feio!

O efeito do álcool já estava batendo, e os passos de Norberto estavam um pouco trôpegos. Naturalmente, ele não ousou abraçar a filha, limitando-se a pedir desculpas em voz baixa: — Querida, vá para a mamãe. O papai está com um pouco de tontura agora.

— Humpf! Papai chato! Eu disse pra você beber menos, mas você não me ouve. Agora você nem consegue brincar comigo. — O gênio forte de Delfina apareceu de imediato; ela colocou as mãos na cintura, emburrada.

Norberto olhou para aquela figurinha pequena com um temperamento tão forte, que até tentava mandar nele. Em vez de ficar com raiva, o coração dele se encheu de alegria.

O identificador de chamadas mostrava o nome de Hera.

Hera estava prestes a embarcar em sua viagem de volta ao país e queria saber o que havia acontecido com Norberto.

Por isso, quis ligar para perguntar e também para saber sobre o itinerário e o horário do retorno dele.

Sobre o encontro arranjado com Isaac que fracassara, Jessica havia ligado para ela, revelando que a velha senhora estava furiosa, achando que ela tinha feito aquilo de propósito. A avó também disse que jogar água no rosto de alguém fora uma atitude completamente indelicada, envergonhando a Família Cardoso.

Hera tinha muito medo da avó; sempre sentia que a velha queria expulsá-la da Família Cardoso, e os métodos que estava usando ficavam cada vez mais sórdidos.

Ela estava sentada na sala de embarque, encarando a tela do celular. Já havia ligado três vezes consecutivas, mas ninguém atendia.

A tensão no coração de Hera começou a aumentar inevitavelmente.

Uma situação como aquela nunca havia acontecido antes. Mesmo que ela ligasse de madrugada, Norberto sempre atendia no primeiro toque.

Por que ele não estava atendendo as suas ligações agora?

Seria porque ele não queria atender, ou... porque certa pessoa havia feito com que ele não ouvisse o toque do celular de propósito?

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