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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 342

Tristan fez questão de levá-las de volta ao hotel.

Ao chegarem à entrada principal, o rapaz saltou do veículo e abriu a porta traseira com cortesia.

Enquanto Tereza pronunciava as suas palavras de agradecimento, Tristan questionou de forma repentina: — Você... aproveitou bem o passeio de hoje?

Tereza piscou, levemente pega de surpresa, mas acenou em confirmação: — Gostei muito, obrigada por nos fazer companhia o tempo todo.

Tristan abaixou o rosto, sorrindo com um misto de alívio e timidez: — Que alívio. Contanto que você esteja feliz, tudo vale a pena.

Ao lado deles, Célia estampou uma expressão de tédio insuportável: — Primo, desse jeito você não chega a lugar nenhum. Quando é o momento certo de fazer um pedido, você tem que arriscar.

O rosto de Tristan tingiu-se de vermelho instantaneamente. Ele mal conseguia erguer o olhar para encarar os olhos de Tereza, aterrorizado com a ideia de que os seus desejos reprimidos se tornassem descaradamente visíveis.

Tereza puxou Célia pela manga, lançando-lhe um olhar repleto de advertência e súplica.

Célia rapidamente sorriu e calou-se. Ela já havia entendido o recado: naquele momento, para Tereza, Tristan não passava de um querido e bom amigo.

As duas amigas se despediram do anfitrião e caminharam na direção dos elevadores.

Ao mesmo tempo!

Nos Estados Unidos, no centro de reprodução assistida mais renomado do país, Hera aguardava em repouso sobre a maca cirúrgica.

Três anos antes, ela já havia permanecido exatamente naquela mesma maca por duas infindáveis horas.

Naquela época, não refletira com tanta profundidade sobre a motivação da sua escolha. Alarico argumentou que tamanho esforço era desnecessário, porém ela o convenceu com o doce pretexto de presenteá-lo com um casal de herdeiros de uma única vez.

Diante do apelo, Alarico cedeu.

A realidade inconfessável por trás da decisão de Hera era muito mais calculista: já que Tereza tivera uma menina, ela ansiava superá-la não somente em status, mas também dobrar a aposta na quantidade.

Ela fitou as placas do teto. Duas horas transcorreram antes que ela transpusesse as portas do hospital.

Tereza captou de imediato que aquele convite carregava a urgência de uma conversa séria.

— Tudo bem. Delfina, obedeça direitinho à Sra. Guedes, mamãe e papai vão dar uma saidinha rápida.

— Papai, mamãe, vocês vão sair num encontro romântico? — Delfina abriu o mais radiante dos sorrisos. Embora o conceito de namoro lhe fosse turvo, a TV ditava as regras: os adultos sempre fugiam escondidos para vivenciarem as suas aventuras de amor.

Tereza ofereceu-lhe um sorriso brando: — É sim. Então, comporte-se bastante.

— Divirtam-se bastante no encontro, eu obedeço à Sra. Guedes! Mas eu exijo uma promessa: assim que o encontro terminar, me arranjem um irmãozinho ou uma irmãzinha, ouviram bem? — A menina, diminuta em tamanho, provocou um choque estratosférico nos três adultos presentes com a sua exigência inusitada.

Célia observou a pequena, encantada pela audácia: — E onde você aprendeu que os encontros dos adultos resultam em bebês?

— É o que a televisão ensina! Fora isso, o papai havia me prometido que me daria um irmãozinho ou uma irmãzinha de presente. Não é mesmo, papai? — Delfina, dona de uma excelente memória, não deixou a promessa paterna cair no esquecimento.

Os traços de Norberto endureceram-se levemente ante a lembrança.

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