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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 341

— Mamãe, que quadro é esse atrás de você? É tão grande! — Delfina perguntou com os olhos brilhando de curiosidade.

Tereza começou a explicar prontamente. Delfina ouviu com atenção, embora não tivesse entendido muito, e logo interveio: — Mamãe, aponta a câmera para outro lado. Quero ver os outros quadros também.

Tereza obedeceu, movimentando a lente para exibir o salão à sua frente. Havia poucos visitantes na galeria hoje, passeando tranquilamente em pequenos grupos.

Foi nesse exato momento que a voz aveludada de Tristan soou por perto: — É a Delfina na ligação?

O tom de Tereza respondeu com uma doçura incomum: — É, sim. Ela disse que queria dar uma olhada nas pinturas da exposição.

Tristan deu uma risada suave: — Ah, tem algumas obras muito interessantes por ali. Vamos até lá ver.

— Vamos! — Tereza concordou animada, seguindo os passos de Tristan enquanto segurava o celular.

Neste instante, recostado no sofá, o rosto de Norberto já exibia uma fúria indescritível.

Era uma combustão de ciúmes, revolta e profunda decepção. Ele sentia, dolorosamente, como se uma imensa e vergonhosa coroa de chifres repousasse pesadamente sobre a sua cabeça.

Teria sido essa a real intenção de Tereza ao chantageá-lo com a tecnologia da Rosh, obrigando-o a assinar aquele acordo conjugal? Era para isso?

Ela já planejava de antemão essa viagem para a Suíça. Queria interagir livremente com Tristan aqui, sem ser importunada por ninguém, fortalecendo esse vínculo romântico. Cada pequeno passo havia sido milimetricamente calculado por ela. Ele só não sabia se ela havia previsto que ele a seguiria até lá.

Mas, ao que parecia, a sua única serventia naquela viagem era bancar a babá zelosa, garantindo que ela pudesse flertar, rir e viver os seus momentos de romance açucarado com Tristan em paz.

Delfina não fazia ideia do estado de ebulição do pai ao seu lado. Com os seus imensos olhos escuros, ela acompanhava a tela fascinada, maravilhada com a exposição de arte no continente europeu.

Ao longo da transmissão, Tristan prontificou-se a pegar um copo de água e um pedaço de chocolate para Tereza. A forma como ela conversava com ele transbordava delicadeza e afeto, completamente desprovida da habitual aura imponente que exibia profissionalmente.

Parecia a mais terna e pacata dona de casa fofocando sobre banalidades com o seu companheiro.

— Tereza, não fique tão tensa. Dê um sorriso para mim, você fica belíssima sorrindo.

No final das contas, Tereza não conseguiu descontrair plenamente e ofertou apenas um discreto sorriso contido.

Célia admirou o visor da câmera com ar exultante: — Nossa, nasceram um para o outro, combinam demais! Essa luz, esse enquadramento e o charme desse lugar... Se eu publicasse isso no meu Instagram...

— Não saia postando sem permissão. — Tristan interveio rapidamente, admoestando-a.

— Já sei, relaxem. É só para o arquivo pessoal de vocês dois, uma lembrancinha. — Célia piscou o olho para Tereza e sumiu novamente pelo salão, caçando outros ângulos para fotografar.

Concluída a visitação da galeria, almoçaram na companhia um do outro. Na parte da tarde, Tristan assumiu a direção e levou as duas amigas para conhecer as belezas e os costumes locais. Extremamente paciente e acolhedor, desempenhou o papel de guia turístico com excelência.

Quando o relógio marcou por volta das cinco da tarde, Tereza manifestou vontade de retornar, acusando um leve cansaço.

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