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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 321

Tereza segurava a sua xícara de chá. Aquela rara oportunidade de relaxamento acabara de ser interrompida por aquele homem que chegara sem ser convidado.

Com a presença de Norberto, a atmosfera tornou-se repentinamente mais contida. Antes, todos conversavam e riam, mas agora só abriam a boca para comer.

Tereza tomava o seu chá em pequenos goles, servindo um pouco de comida para a filha de vez em quando e trocando algumas palavras com as pessoas ao seu redor.

Norberto, por sua vez, também dividia o seu tempo entre cuidar da filha e comer vagarosamente algumas mordidas.

Henrique, observando tudo do outro lado, via as suas suspeitas se multiplicarem.

A forma como o seu primo o havia olhado agora há pouco denotava uma clara postura defensiva. Aquele era o típico sinal de ciúme masculino.

O fato de Tereza sequer ter olhado direito para ele era a prova de que as suspeitas de que os dois estavam prestes a se divorciar talvez fossem mesmo reais.

Uma pontada de satisfação secreta invadiu Henrique.

Quando se perde uma joia preciosa, é muito difícil tentar recuperá-la.

Já passava das nove da noite. O jantar chegava ao fim e Tereza estava pronta para partir, pois Delfina já estava com sono.

— Peço desculpas, continuem à vontade, mas vou levar a Delfina para casa agora.

Todos se despediram um por um.

— Vá com cuidado, Dra. Leal.

— Cuidado na estrada e tenha um bom descanso!

Tereza assentiu, aceitando os desejos de todos, pegou a filha no colo e seguiu em direção à saída.

Norberto levantou-se exatamente no mesmo momento, trocando algumas palavras educadas com os presentes.

Ao sair da sala privativa, Norberto caminhou a passos largos até alcançar Tereza.

— Deixe-me carregar a Delfina, você me parece um pouco cansada.

Tereza, porém, esquivou-se diretamente do braço dele e respondeu num tom frio.

— Não precisa. Não pude ficar com a Delfina nestes últimos dias, tudo o que eu quero agora é carregá-la um pouquinho.

Norberto hesitou por um segundo, mas não insistiu.

Tereza acomodou Delfina na cadeirinha do banco de trás. A menina esfregou os olhinhos e perguntou:

— Mamãe, não vamos levar o papai para casa com a gente?

Ao ouvir aquilo, o olhar de Norberto voltou-se para Tereza.

Mas Tereza disse friamente:

— Ele ainda tem coisas para resolver, vamos indo.

Norberto ficou sem palavras.

Delfina olhou para Norberto:

— Papai, já está tão tarde, o que você ainda tem para fazer?

Norberto deu uma tosse leve e não teve outra escolha a não ser dizer:

— O papai ainda tem um compromisso de negócios. Volte para casa com a sua mãe, e seja uma boa menina.

— Mas o papai vai dormir no apartamento? Faz muito tempo que eu não fico com vocês dois juntos. Volta para dormir lá hoje, por favor! — De repente e sem motivo aparente, Delfina ficou bastante emocionada.

Tereza ficou surpresa.

Norberto, por um momento, também não soube o que dizer.

Receosa de que a filha pudesse perceber algo, Tereza ergueu o olhar para Norberto.

— Oba, vou ligar pro papai.

Tereza virou o rosto para o lado, observando o céu noturno e escuro pela janela.

A chamada no relógio da menina foi atendida e Delfina perguntou com uma voz docemente infantil:

— Papai, você já tá chegando? Já tá muito tarde.

— Já cheguei no prédio. Meu amor, abre a porta para o papai. — A voz suave de Norberto soou do outro lado.

Imediatamente, Delfina virou-se de barriga para baixo com grande alegria, desceu da cama e, calçando suas pantufas, correu para abrir a porta.

Quase no mesmo instante, Norberto saía do elevador.

— Papai, você já tomou banho? — Delfina notou que o pai havia trocado de roupa e que o seu cabelo ainda parecia meio úmido.

Norberto assentiu com a cabeça.

— Sim, o papai passou em casa para pegar umas coisas e já aproveitou para tomar banho.

— Dá próxima vez não toma banho lá na mansão não, vem tomar banho direto aqui na casa da mamãe. — Delfina nem sequer imaginava o verdadeiro motivo por trás do banho antecipado do pai.

Tereza continuava sentada na beirada da cama, ouvindo a conversa entre pai e filha que vinha lá de fora. Dona Lígia também se levantou para cumprimentá-lo e perguntou se Norberto queria comer alguma coisa. Ele, porém, apenas pediu para que ela fosse descansar mais cedo.

Delfina puxou Norberto pelos dedos até entrarem no quarto principal. Lá, Norberto avistou Tereza.

Diferente de sua postura fria e implacável durante o dia, agora ela usava uma camisola de seda, com os longos cabelos negros soltos, exalando uma aura incrivelmente terna e cativante.

A pele de Tereza era naturalmente de um tom branco frio e, como ela sempre cuidava muito bem de si mesma, a palidez do seu corpo não era algo mórbido. Ao contrário, era uma pele cheia de vida, refletindo um brilho suave e rosado. Seus cabelos negros eram espessos e sedosos. A beleza natural e impecável de sua figura fez com que, por um instante, Norberto viajasse de volta a certas memórias de um ano atrás.

Contudo, Norberto tinha plena consciência de que, naquele momento, as suas intenções estavam se deixando levar pelos desejos da carne.

— Fique um pouco com a Delfina até ela dormir. Eu vou para o escritório resolver algumas coisas. — Tereza levantou-se e caminhou em direção ao escritório.

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