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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 320

Norberto achou que havia algo de errado com a visão de Eduardo e, por isso, sugeriu:

— Se a sua visão não está muito boa, recomendo que vá ao médico.

Eduardo ficou sem palavras.

Desde quando o Diretor Cardoso tinha começado a ofender as pessoas?

Eduardo achou melhor não falar mais nada. No entanto, ele não queria ver a Apex ser rebaixada publicamente por conta daquilo. Sendo assim, ele perguntou:

— Diretor Cardoso, o senhor quer que o departamento de relações públicas emita um comunicado? Se essas fofocas sobre a Diretora Lopes continuarem se espalhando, receio que isso seja prejudicial para a Apex.

Norberto franziu as sobrancelhas, mas, após apenas um momento de reflexão, declarou:

— Não é necessário.

Em sua mente, Norberto acreditava que Hera precisava daquela negatividade para forjar o seu caráter. A vida dela ainda seria longa, e se ela não suportasse um golpe tão pequeno, significaria que era frágil demais.

Em comparação, a força interior de Tereza já era grandiosa até demais.

Eduardo hesitou por um segundo, assentiu e saiu.

Eram pouco mais de seis da tarde quando Henrique reservou uma grande sala privativa para comemorar com Tereza e os membros da equipe dela.

Era um bistrô exclusivo, com excelente reputação e culinária impecável, localizado ao lado do parque, na zona oeste da cidade. Foram arrumadas duas mesas, acomodando cerca de vinte pessoas.

Tereza sentou-se na mesa principal, com Delfina ao seu lado.

A garotinha vestia um vestido florido, com os cabelos amarrados no estilo princesa. Seus longos e macios fios chegavam até a cintura, e seu rostinho exibia uma expressão que misturava alegria e orgulho.

Desde que entrara com a mãe até o momento em que a comida foi servida, ela ouvia todas as pessoas ao redor elogiando a competência de Tereza.

Muitas pessoas também se aproximavam para fazer brindes com a sua mãe. No entanto, como Tereza estava dirigindo, ela não bebia álcool, limitando-se a tomar chá.

Ao ver todos erguendo suas taças em uma atmosfera vibrante, Tereza levantou a sua xícara de chá. Delfina, por sua vez, pegou o seu copinho de leite, tirou os sapatos, ficou em pé na cadeira e foi envolvida pelos braços da mãe.

— Não fiquem apenas me elogiando. Este é o resultado do nosso esforço conjunto, é uma glória que pertence a todos nós.

Eusébio, que estava ao lado, acenou com a mão.

— Dra. Leal, a senhora é modesta demais. Se não fosse pela sua orientação paciente, como saberíamos qual caminho seguir? O esforço não é nada diante do talento verdadeiro.

Delfina ouvia sem entender muito bem, mas com os olhos brilhando. Ela encostou no ouvido de Tereza e sussurrou:

— Mamãe, todo mundo está te elogiando. Você é mesmo tão incrível assim?

Tereza olhou para ela com um sorriso.

— Só um pouquinho incrível. No futuro, você será ainda melhor do que eu.

— É verdade? Então, quando eu crescer, também quero fazer o mesmo trabalho que a mamãe. Eu também quero receber elogios de todo mundo. — Foi naquele exato momento que Delfina traçou os seus objetivos e aspirações para o futuro.

Ao ouvir aquelas palavras, Tereza deu uma risada espontânea. Ter uma filha tão adorável já fazia com que sua vida parecesse perfeita; qualquer outra coisa que conseguisse seria apenas a cereja do bolo.

Ela inclinou-se e beijou a testa de Delfina, jurando silenciosamente a si mesma que, se a filha quisesse seguir por aquele caminho, ela faria absolutamente de tudo para ajudá-la a realizar o seu sonho.

— Papai! Que bom que você veio. Nós começamos a comer faz pouco tempo, ainda tem muita comida. — Delfina acenou imediatamente com a mãozinha. — Vem cá!

Norberto olhou naquela direção, abrindo um sorriso para a filha, e, em seguida, seus olhos recaíram sobre o rosto de Tereza.

Não se sabia se o ar na sala privativa estava rarefeito ou se o ar-condicionado era fraco, mas ela, vestindo uma camisa branca, estava com o rosto rosado como pétalas de flor e com os olhos reluzentes, transbordando uma suavidade encantadora.

Tereza abaixou a cabeça, recusando-se a olhar para o homem que acabara de entrar.

Com o chamado de Delfina, o homem que estava sentado ao lado de Tereza rapidamente pegou seus talheres e cedeu o lugar.

— Diretor Cardoso, pode sentar aqui.

— Obrigado. — Norberto acenou educadamente para ele.

— Papai! — Delfina grudou nele de imediato, entrelaçando os bracinhos no pescoço de Norberto. — Da próxima vez você tem que perguntar para a mamãe mais cedo. Senão, a gente vem jantar e te deixa de fora de novo.

— Combinado! — O tom de Norberto ao falar com a filha era sempre doce e tolerante.

Delfina aproximou-se do ouvido dele e sussurrou:

— Papai, todo mundo diz que a mamãe é incrível. Você também acha?

O olhar de Norberto caiu mais uma vez sobre Tereza, e ele concordou em voz baixa:

— Uhum, acho sim.

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