Entrar Via

Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 270

Jessica abriu a boca, mas não encontrou argumentos para rebater.

— Se a senhora quer que eu seja 'dedicada' como elas, o que espera que eu sacrifique? A minha carreira? A minha liberdade? O meu tempo? — continuou Tereza.

Ouvindo isso, Jessica ficou boquiaberta. Sempre ouviu dizer que Tereza era uma negociadora implacável no trabalho, quando abria a boca, convencia qualquer um. E agora, pelo visto, ela estava usando essas mesmas habilidades contra a própria sogra.

— Mãe, eu a respeito porque a senhora é a mãe do meu marido. Mas o respeito deve ser mútuo. Se a senhora tem expectativas sobre que tipo de nora eu devo ser, eu também gostaria de perguntar que tipo de sogra a senhora pretende se tornar — disparou Tereza, com o semblante solene e cada palavra soando como um prego ao ver Jessica sem resposta.

O rosto de Jessica empalideceu por completo.

— Tereza! — ecoou a voz de Norberto da entrada neste exato momento.

Tereza sobressaltou-se e olhou para a porta, vendo Norberto com o semblante tão sombrio que parecia prestes a explodir. Em seus braços, Delfina dormia.

Ao ver o filho chegar, Jessica pareceu recuperar a força e, sem motivo aparente, seus olhos marejaram.

— Norberto... — chamou Jessica levantando-se e indo até ele.

— Mãe, segure a menina um pouco — pediu Norberto entregando Delfina, que apenas fez um biquinho e continuou dormindo, à mãe.

— Tereza, venha aqui fora. — ordenou Norberto.

Tereza encarou-o sem se mover.

— Se tem algo a dizer, diga aqui mesmo — respondeu Tereza, sem estar disposta a ser tratada como um cachorrinho.

— Quer que eu fale na frente da Delfina? — indagou Norberto lançando um olhar para a filha, que continuava a dormir.

O olhar que Tereza direcionou a ele tornou-se alguns graus mais frio, mas, por fim, ela levantou-se e caminhou para fora.

O corpo alto e a postura imponente de Norberto seguiram logo atrás.

Tereza ficou no caramanchão do jardim. O ar ainda carregava o cheiro de terra molhada devido à chuva recente.

— Como você pôde dizer aquelas coisas? Você passou dos limites — acusou Norberto, com a testa franzida e a voz carregada de irritação, no jardim.

— Eu só disse a verdade. Onde foi que eu passei dos limites? — retrucou Tereza, com frieza.

— Ela é mais velha... — começou ele.

— E ser mais velha dá o direito de ofender quem é mais novo sempre que quiser? — interrompeu ela.

Norberto fechou a cara.

— Sou casada com você há sete anos. Nesses sete anos, quantas vezes a sua mãe me disse coisas daquele tipo? Antes, eu aguentava porque a respeitava como anciã da família. Mas agora vamos nos divorciar. Como eu disse, não estou mais disposta a tolerar tratamentos injustos — declarou Tereza, encostada no pilar enquanto o encarava.

O rosto bonito de Norberto ficou tenso. À tarde, ele havia usado o acordo de divórcio contra ela, e agora Tereza também evocava os papéis que assinaram. Parecia que estavam quites.

— Mamãe, você também foi ao hospital visitar a tia? — perguntou ela.

— Delfina, vá lá para baixo assistir a desenho, a mamãe coloca para você, tá bem? — sugeriu Tereza, recobrando os sentidos com a voz um pouco fraca.

— Tá bom, eu quero ver a Peppa Pig — balançou a cabeça Delfina em concordância.

— Uhum. A mamãe vai subir para trocar de roupa — murmurou Tereza acariciando a cabeça da filha, após ligar a televisão rapidamente e aumentar um pouco o volume.

Ela virou-se e subiu as escadas com passos pesados.

Norberto acabara de entrar no closet. Tinha o costume de vestir roupas confortáveis assim que chegava em casa. Naquele momento, ele havia acabado de desabotoar a camisa e estava sem a parte de cima, vestindo apenas uma calça social cinza-escura, enquanto tirava uma camiseta básica do guarda-roupa.

A porta abriu-se de supetão.

Ele virou-se e viu Tereza aproximando-se a passos largos.

O rosto dela estava carregado de raiva.

— Tereza... — soltou Norberto, segurando a camiseta e bloqueando instintivamente o peito no closet.

Tereza não entrou, ficou parada bloqueando a porta do closet.

— Você levou a Delfina ao hospital hoje? — disparou ela, soando não como uma pergunta, mas como uma afirmação dura.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido