O Dr. Monteiro, com o rosto cheio de orgulho e apontando para Vânia, disse:
— Viu só, foi ela quem comprou. Ela sabe valorizar talentos.
Vânia olhou para o homem. O homem casualmente virou o olhar para Vânia e, em seguida, ambos refletiram idêntica perplexidade em seus olhos.
— É você?!
Falaram em uníssono.
Esse homem era, afinal, o homem sentado ao lado de César no leilão naquele dia. Era, na verdade, Justino Monteiro.
Como ele tinha chamado o senhor há pouco?
Avô?!
Fazia sentido que, naquele dia, César tivesse perguntado: "Sabe quem ele é?"
E como foi que ela respondeu na época?
"Não tenho interesse em saber..."
Ainda mandou ele ficar de boca calada.
Vânia quis voltar no tempo e tapar firmemente a própria boca com as mãos.
Com um olhar desconfiado passeando entre os dois, o Dr. Monteiro inquiriu:
— Então, se conhecem?
Balançando a cabeça negativamente, Vânia disse sinceramente:
— Só nos vimos uma única vez na casa de leilões.
O Dr. Monteiro, apontando para Justino Monteiro, os introduziu:
— Este é meu neto, Justino Monteiro. Com a doença da sua mãe, buscando por ele, sem dúvidas dará certo.
Com expressão resignada, Justino falou:
— Avô, está empurrando pacientes para mim de novo? No laboratório estou entupido de coisas, e no hospital há pacientes fazendo fila na espera.
Percebendo as entrelinhas, Vânia olhou na direção de Valério Monteiro.
Na verdade, Vânia gostaria muito que o próprio Valério Monteiro assumisse o tratamento. Primeiro, porque conversara bem e de forma alinhada com ele, o Dr. Monteiro possuía um temperamento calmo e ótimo caráter.
Segundo, as habilidades médicas do Dr. Monteiro eram renomadas mundialmente.
Claramente entendendo a intenção de Vânia, o Dr. Monteiro disse resignado:

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