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Sete Anos de Engano romance Capítulo 8

Enquanto amaldiçoava César com todas as letras, ele tentava consolar Vânia. Estava tão aflito que o suor brotou em sua testa.

— Não chora. Eu acolho você. Eu pago uma comida de primeira para você. Eu compro tudo o que você quiser!

Após finalmente conseguir acalmar Vânia no meio daquela confusão, Gabriel lembrou-se de algo e perguntou:

— Por que você não vai procurar o O Professor? Ele sempre admirou muito o seu talento e sentia um enorme orgulho de você. Se você for falar com ele, ele vai ficar felicíssimo.

Vânia abaixou a cabeça, cheia de vergonha.

— Com que cara eu faria isso? No passado, eu fui tão teimosa que até deixei o O Professor doente de raiva. Durante todos esses anos, ele mandou de volta todos os presentes que enviei para ele nos feriados sem sequer abri-los. Eu também ouvi dizer que, no ano passado, ele aceitou um novo colega mais novo. Um jovem de apenas 20 anos, um gênio prodígio. Você já o conheceu, Gabriel?

Gabriel, é claro, já o tinha visto. Mas vendo o estado desolado de Vânia, respondeu de forma casual:

— Ah, normal. É só um moleque. Tem uma cabeça boa, mas não se compara a você.

Vânia sabia muito bem que Gabriel estava apenas tentando animá-la. Contudo, seu humor continuou deprimido.

— Agora que ele tem um novo discípulo, acho que ele já não me considera mais aluna dele.

— Pare de pensar bobagens que só ocupam espaço no cérebro — Gabriel deu um tapa nas costas dela e declarou com convicção: — A partir de agora, comigo, o lema é um só: agir. Faça acontecer e pronto. Quando tivermos bons resultados na mão, eu levo você até o O Professor para pedir perdão formalmente. Aquele velho Queiroz tem a língua afiada, mas o coração é mole, com certeza ele vai perdoar. Mas a condição é que você precisa trazer resultados, entendeu?

Gabriel levou Vânia direto para um shopping de luxo, e ela engatou em um modo de consumismo vingativo. Só que o cartão que usava era o de César.

Vânia guardou o cartão de crédito de Gabriel no bolso e falou:

— Enquanto o divórcio não sai, gastar o dinheiro desse traste é mais do que merecido. Venha, sua colega mais nova vai comprar o seu presente de aniversário.

Gabriel: — ...meu aniversário já passou.

— Fica para o do ano que vem, do outro, e para todas as décadas de aniversários que você ainda vai ter.

Enquanto isso, César estava em um clube privado, em meio à bebedeira organizada por Caio.

Seu celular não parava de apitar com notificações.

Vânia pretendia ficar mais alguns dias na Cidade de Alvorada, mas recebeu uma ligação de seu filho, Leonardo Saraiva.

— Mamãe, estou com saudades. Amanhã é fim de semana, você pode vir mais cedo na mansão da família Saraiva para me ver?

Desde que Leonardo fora desmamado, O Patriarca o levara para viver na mansão da família Saraiva para iniciar sua criação e formação. Durante a semana, era o próprio bisavô quem lhe ensinava tudo.

De segunda a sábado, Léo tinha uma agenda mais cheia que a de Vânia e de César. Ele aprendia tantas coisas que seu único dia de descanso era aos domingos, quando podia encontrar seus pais.

Lembrando-se do filho, um sorriso abriu-se no rosto de Vânia e ela prometeu que iria.

Ela alterou o voo e retornou para Nova Alvorada.

Assim que o avião pousou, no meio da multidão na área de desembarque, Vânia parou subitamente no meio do caminho.

A poucos metros dali, César abraçava apertado uma mulher belíssima e exuberante. Era Laura Lima.

Laura havia voltado!

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