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Senhor Ex-Marido, quer que eu te salve? Se ajoelhe! romance Capítulo 32

POV Zayden

Voltei à sua boca, selando-a com um beijo que era um misto de triunfo e de uma gratidão agonizante. Minhas mãos se moveram para suas costas, pressionando-a ainda mais contra mim, e foi então que ela deve ter sentido. A evidência física e inegável do meu desejo por ela, duro e insistente contra a curva de seu ventre.

Foi como se um balde de água gelada tivesse caído sobre nós dois.

Algo nela despertou. Não o desejo, mas a realidade. A memória do corpo foi sobrepujada pela memória do coração partido.

Com uma força que surpreendeu, ela me empurrou. Não foi um gesto vacilante, foi violento, decisivo. Eu cambaleei para trás, o sabor dela ainda em minha boca, o calor do seu corpo ainda impresso no meu.

O som do tapa ecoou na sala como um tiro.

A dor foi aguda e instantânea, mas insignificante comparada ao que eu vi em seus olhos. A paixão embaçada havia se dissipado, substituída por um ódio límpido e cortante. A vergonha também estava lá, brilhando como um fogo dentro deles, e eu era o culpado por tê-la feito sentir isso.

— Seu maluco! — A voz dela saiu trêmula, mas carregada de veneno. — Você não tem o direito! Você não tem nenhum direito sobre mim!

Ela estava certa. Eu sabia que ela estava certa. Mas meu corpo ainda ardia por ela, e a rejeição era um frio mortal.

— Você respondeu ao beijo, Lianna, — eu disse, a voz rouca, meus dedos tocando a marca quente em meu rosto. — Você gemeu no meu ouvido.

Foi a coisa errada a dizer. A vergonha em seus olhos se transformou em fúria pura.

— Isso não foi por você! Foi... foi um reflexo! Um hábito podre! Você acha que um beijo roubado, uma mão grosseira, apaga o que você fez? — Ela riu, um som amargo e quebrado. — A sua amante está a alguns corredores de distância, Zayden. A minha irmã. Você está no meu trabalho, me violentando com a sua boca, enquanto ela está deitada em algum quarto aqui, se recuperando da cirurgia de risco. Você é nojento.

Cada palavra era um projétil perfurante. Ela não estava errada. Eu era um homem dividido, um hipócrita, um louco. Mas na minha loucura, havia uma lógica perversa: apenas Lianna poderia me salvar de mim mesmo.

— Ela não significa nada —, eu disse, e pela primeira vez, soou como a verdade absoluta na minha própria cabeça. Isabelle era um fantasma, um erro, uma consequência da minha estupidez em achar que poderia substituir o sol por uma vela. — É você. Sempre foi você.

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